Lando Norris comentou, esta quarta-feira, as notícias sobre o futuro de Max Verstappen na Fórmula 1. O atual campeão do mundo acredita que o piloto neerlandês ainda tem contas por acertar.
“Também vi que ele disse que quer conquistar o quinto título mundial, por isso, estou certo de que vai ficar mais tempo do que se diz. O Max conquistou o direito de fazer o que quiser. Seria uma perda e uma pena para o desporto se isso acontecer, porque é, provavelmente, um dos melhores pilotos que alguma vez se viu na Fórmula 1", afirmou o inglês aos jornalistas, num evento da McLaren na sede de Woking.
Na época passada, Norris superou Verstappen por dois pontos, colocando um ponto final à sequência de quatro títulos consecutivos do amigo e rival.
"Por muito que, por vezes, torne as nossas vidas incrivelmente difíceis, é sempre divertido competir contra ele, sente-se sempre vontade de medir forças com os melhores do mundo", prosseguiu o homem da McLaren.
Mais vitórias do que qualquer outro no ano passado
O colega de equipa de Norris, Oscar Piastri concordou que seria uma pena se Verstappen, que tem contrato até 2028 com a Red Bull, mas com cláusulas de saída conhecidas, abandonasse no auge da carreira.
"Acho que o Max demonstrou a qualidade dele nos últimos 10 anos e, sobretudo, nos últimos cinco ou seis tem sido a referência. Por isso, para todos seria realmente uma grande perda e, obviamente, não seria positivo", declarou o australiano.
Entretanto, Verstappen, de 28 anos, que venceu mais corridas do que qualquer outro piloto desde 2023, tem tido um início de temporada complicado aos comandos da Red Bull. O monolugar, agora com motor próprio a substituir a anterior unidade produzida pela Honda, tem estado muito menos competitivo com o incremento das novas regras. Além disso, o engenheiro de pista que acompanhava o neerlandês há muitos anos, Gianpiero Lambiase, vai juntar-se à McLaren no final de 2027, uma decisão à qual Verstappen já deu o seu aval.
Com efeito, a Fórmula 1 anunciou na segunda-feira alterações ao regulamento com o objetivo de melhorar a segurança e responder às preocupações dos pilotos sobre a forma como competem, agora com unidades híbridas que dividem a potência quase a meio entre energia elétrica e a de combustão. Piastri admitiu que as mudanças são tão técnicas, envolvendo cálculos de megajoules e quilowatts, que até ele tem dificuldade em explicá-las de forma simples.
"Ainda preciso de analisar todos os detalhes das regras. Preciso de alguém mais inteligente do que eu para me explicar o que mudou realmente. Mas penso que é, sem dúvida, um passo na direção certa", sublinhou Piastri antes de revelar que tentou explicar as regras aos amigos durante a pré-época.
"Foi uma conversa bastante longa, com muitas perguntas a seguir. Mas sim, com as unidades motrizes não há realmente uma forma fácil de simplificar, nem as regras à volta delas... vai ser sempre um compromisso, e é isso que temos", finalizou.
