Para tornar a qualificação mais atrativo, foi ajustada especificamente a gestão de energia. Pela primeira vez na história da competição, o motor elétrico contribui com quase metade da potência, mas as exigências de um carro de Fórmula 1 são tão elevadas que os pilotos não conseguiam completar as voltas sempre a fundo – sob pena de ficarem sem energia. As alterações "têm como objetivo reduzir a recuperação excessiva de energia e promover uma condução mais constante a fundo", referiu a FIA. Entre outros, o campeão do mundo Lando Norris queixou-se dos "talvez piores" monolugares da história.
Durante as corridas, o elevado contributo elétrico originou diferenças de velocidade por vezes drásticas. Também neste ponto, a gestão de energia foi revista. "Estas medidas pretendem reduzir velocidades excessivas em aproximação, mantendo ao mesmo tempo as oportunidades de ultrapassagem e as características gerais de desempenho", escreveu a FIA.
Em Suzuka, registou-se um acidente com o piloto da Haas Oliver Bearman, que se aproximou do piloto da Alpine Franco Colapinto a uma velocidade excessiva – e, por precaução, desviou-se para a relva. "É realmente a primeira vez na história, ou pelo menos desde que me lembro, que dois carros a lutar por uma posição apresentam uma diferença de velocidade tão grande. É um resultado algo infeliz deste regulamento, mas eram 50 km/h de diferença", afirmou Bearman.
O arranque da corrida também será alvo de medidas para maior segurança. Um novo sistema irá detetar acelerações anormalmente baixas de um carro e ativar uma unidade motriz adicional, "para garantir um nível mínimo de aceleração", mas "sem que daí resulte qualquer vantagem desportiva." Além disso, outros pilotos serão alertados por luzes intermitentes.
Adicionalmente, a condução em condições de chuva será tornada mais segura. Entre outras medidas, as temperaturas das mantas dos pneus serão aumentadas para melhorar a aderência inicial. O binário será igualmente limitado.
