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Estoril Open: Jaime Faria “triste por não dar uma vitória aos portugueses”

Jaime Faria esteve a vencer
Jaime Faria esteve a vencerJOSE SENA GOULÃO/LUSA

O tenista português Jaime Faria manifestou-se esta sexta-feira “triste por não conseguir dar uma vitória aos portugueses”, após ter sido eliminado nos quartos de final do Estoril Open pelo italiano Luciano Darderi, um “jogador com muita qualidade”.

Recorde aqui as incidências do encontro

Ele é top 20 por alguma razão. E estive muito perto. Portanto, estou apenas feliz com o meu nível. Ele continuou a puxar pelo nível, a melhorar e é isto que os bons jogadores fazem. Para chegar a um nível destes, é continuar a trabalhar. Eu tenho muitos jogos destes nas pernas. Ele é mais velho e tem mais anos deste nível do que eu. Mas é o meu caminho, é o meu processo”, comentou o lisboeta.

Num encontro em que chegou a servir para vencer, o número dois português e 88.º do ranking mundial acabou por permitir que o transalpino (21.º) reentrasse no encontro, utilizando como combustível o público que tinha contra si, e vencesse por 2-6, 7-5 e 6-2.

Para ser sincero, acho que ele já estava à espreita do break há algum tempo no set. Eu fui-me aguentando com muita qualidade. As condições foram mudando, foi ficando de noite e um bocadinho mais ao jeito do jogo dele”, explicou o jovem tenista de 22 anos.

Até ao 5-2 do segundo set, Faria esteve sempre no comando do encontro, mesmo com mais de 60 lugares a separarem-no do segundo cabeça de série, mas, a partir daí, perdeu cinco jogos seguidos e nunca mais se voltou a encontrar.

Sabia que precisava de meter muita qualidade no serviço e nas primeiras pancadas, mas ele foi-me conseguindo contrariar. Ao 5-3, eu faço três primeiros serviços a 220, todos com boa qualidade. Mas é isto o ténis”, confidenciou.

Além de confessar alguma falta de experiência nestes palcos, Jaime Faria defendeu que é preciso saber aceitar que o adversário estava a ser melhor na terra batida do Clube de Ténis do Estoril, de bancadas cheias no apoio ao jogador da casa.

Eu estava a vencer no segundo set, mas já não estava a ser melhor do que ele há algum tempo. E a verdade é que é muita qualidade dele. Não há muito a dizer, é apenas aprender e saber aceitar a derrota. A coisa boa do ténis é que há muitas oportunidades. Para a semana sigo já para o Canadá, para uma superfície (piso rápido) de que gosto e sinto que tenho boas hipóteses”, revelou.

Apesar de ter ficado pelos quartos de final, Faria fez um “balanço positivo” da participação no 11.º Estoril Open, embora preferisse ter jogado mais cedo e com outras condições.

Foi uma muito boa primeira ronda, uma segunda ronda sólida e a terceira quase perfeita, mas é isto. Foi um bom torneio. É um jogo que vai somar para a minha experiência, para a minha aprendizagem. Agora é fazer bocadinho o briefing do jogo com a minha equipa, aprender e pensar já nos próximos encontros deste género, nas coisas que se podem melhorar”, considerou, antes elogiar o “público extraordinário” e lamentar “não conseguir dar uma vitória aos portugueses.”