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"Sabia que estava num excelente momento de forma, treinei muito bem, tive o azar de ter ficado doente na véspera dos Campeonatos de Portugal, mas o meu treinador soube gerir muito bem a situação. Senti-me superbem e, apesar de saber que estava bem, não contava, num percurso tão duro - talvez o mais duro que fiz em campeonatos internacionais -, levar daqui um recorde nacional por menos quatro minutos, é absolutamente fantástico", reconheceu a atleta natural de Loures.
Vitória Oliveira, de 33 anos, subiu quatro posições relativamente à presença em Roma-2024, então 17.ª nos 20 quilómetros, depois de conquistar três lugares nos últimos dois quilómetros, dos 21,095.
"Ainda não estou a acreditar", desabafou Vitória Oliveira, em declarações aos jornalistas, na zona mista das provas de estrada dos Europeus Birmingham-2026, instalada na Cathedral Square, no centro da cidade, junto ao circuito de um quilómetro para a marcha, após ter melhorado o seu anterior recorde nacional, de 01:40.40, que tinha conseguido em 22 de março último, em Porto de Mós.
A marchadora lusa, que esta época alinha nos madeirenses do Jardim da Serra, terminou a prova a 06.04 minutos da vencedora, a espanhola María Pérez, que estabeleceu o recorde mundial em 01:30.06, deixando a italiana Alexandrina Mihai no segundo lugar, a 58 segundos, e a ucraniana Lyudmila Olyanovska no terceiro, a 01.01 minutos.
A 27.ª edição dos Europeus ao ar livre é a primeira com meia maratona em marcha, depois de várias distâncias, em que Portugal já conquistou um título mundial, por Inês Henriques, nos 50 quilómetros, em Berlim2018, e uma medalha de bronze, por Susana Feitor, nos 10, em Budapeste1998.
"O meu maior desafio, agora, é manter-me saudável até aos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Costumo dizer que Paris-2024 foi um sonho, nunca imaginei estar na preparação para LA-2028. Acho que estou no bom caminho. Mas, sim, esse é o desafio, quem sabe com mais recordes pelo caminho, mas a pensar nos Jogos", concluiu Vitória Oliveira.
