“O Europeu nunca é uma prova fácil. Temos sempre muita gente forte a competir. E estou ciente disso. Mas, é assim: se é para ir a uma prova, é para ir com o intuito de tentar medalha. Depois, é combate a combate, mas é tentar (lutar pela medalha)”, disse o judoca de -60 kg, em declarações à agência Lusa.
As portas da competição continental, que decorrerá entre quinta-feira e domingo na capital da Geórgia, abriram-se para o judoca da ACM de Coimbra e estudante de engenharia química, depois de há cinco anos ter sentido a desilusão de não estar em Lisboa-2021.
Nos Europeus na capital portuguesa, Tralhão estava selecionado, mas, em plena pandemia da covid-19, teve más notícias.
“Tenho uma experiência um pouco traumática, no sentido em que, penso que foi no ano de 2022 (2021), estive também para ir ao campeonato de Europa de seniores, também em -60 kg, mas testei positivo à Covid19, então não consegui, quando era para ser em Lisboa. Fiquei com uma amargura, fiquei muito triste de não poder competir. (…) Acho que é agora a minha oportunidade”, adiantou.
Em Tbilissi, Bernardo Tralhão integra a seleção de sete judocas, que não terá alguns dos nomes mais importantes do judo nacional, com Patrícia Sampaio (-78 kg), Jorge Fonseca (-100 kg), Catarina Costa (-48 kg) e Taís Pina (-70 kg) a recuperarem de lesões.
“Estou com bastante vontade. Ando a dizer na brincadeira aos meus amigos que os nomes de peso estão… A maior parte está de fora deste europeu. Portanto, tenho de ir compensar eu”, disse o judoca.
Para os companheiros, com o lamento de não os poder ver no grande palco, deseja que recuperem o mais rápido possível.
Nos tatamis do Palácio Olímpico dos Desportos de Tbilissi, Bernardo Tralhão quer superar-se, num percurso no judo em que considera ter tido a maior alegria nos Europeus universitários, em agosto de 2025, quando foi vice-campeão europeu em Varsóvia.
“O resultado em que me sinto mais realizado foi no verão passado, nos Europeus Universitários, ter sido vice-campeão da Europa. Mas, quero superar-me, quero medalhar neste Europeu, por exemplo. E nas próximas provas que vierem”, acrescentou.
Nos tatamis em Tbilissi, o judoca de Coimbra deve apostar nas suas técnicas preferidas, quase sempre de ne waza (combate no chão), com técnicas de enrolamento, de sacrifício, com vontade de ir “combate a combate”.
Bernardo Tralhão integra a seleção nos Europeus em Tbilissi, juntamente com Miguel Gago (-66 kg), Otari Kvantidze (-73 kg), Diogo Brites (+100 kg), Maria Siderot (-52 kg), Bárbara Timo (-70 kg) e Rochele Nunes (+78 kg).
