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Ex-internacional belga Nainggolan enfrenta dois anos de prisão

Radja Nainggolan
Radja NainggolanTOM GOYVAERTS / BELGA MAG / BELGA VIA AFP

O antigo médio de Roma, Inter e Cagliari está envolvido numa investigação sobre um alegado tráfico internacional de cocaína. O processo gira em torno de várias transferências de dinheiro contestadas pelos investigadores. A defesa vai pedir a absolvição.

O Ministério Público de Bruxelas pediu dois anos de prisão e uma multa de 105.000 euros para Radja Nainggolan, envolvido num processo judicial relacionado com um alegado tráfico internacional de cocaína. O antigo médio de Roma, Inter e Cagliari, atualmente no Patro Eisden, da segunda divisão belga, deve responder por uma acusação de branqueamento de capitais.

Segundo os investigadores, o ex-internacional terá contribuído para branquear 105.500 euros provenientes de uma organização criminosa. A acusação diz respeito exclusivamente aos movimentos de dinheiro. Nainggolan não está acusado de ter participado no tráfico de droga nem de ser membro do grupo criminoso.

As últimas épocas de Nainggolan
As últimas épocas de NainggolanFlashscore

Das transferências de dinheiro à acusação de branqueamento

A investigação começou em março de 2023, com o objetivo de esclarecer uma alegada rede criminosa que teria importado cocaína da América do Sul e a teria introduzido na Europa através do porto de Antuérpia. Em janeiro de 2025, a Polícia Judiciária Federal de Bruxelas realizou cerca de 30 buscas nas províncias de Bruxelas e Antuérpia e deteve 18 pessoas.

Nainggolan também figurava entre os detidos e passou uma noite na prisão. O seu envolvimento na investigação terá vindo a público após várias transferências de dinheiro recebidas de Nasr-Eddine Sekkaki, irmão do conhecido criminoso Ashraf Sekkaki. Ao longo de alguns meses, o futebolista terá recebido mais de 100.000 euros, que posteriormente foram devolvidos através de vários depósitos na conta bancária da mãe de Sekkaki.

Segundo a reconstrução do Ministério Público, as transferências incluiriam referências a trabalhos de construção que nunca foram realizados, com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro. A acusação sustenta ainda que a informação recuperada do telemóvel de Nainggolan demonstraria que este tinha conhecimento da operação.

A versão de Nainggolan e o pedido do Ministério Público

A defesa rejeita esta interpretação e sustenta que o jogador não tinha consciência de estar a contribuir para uma atividade de branqueamento. Após a sua detenção, Nainggolan explicou inicialmente que tinha emprestado dinheiro a Sekkaki por amizade, embora mais tarde tenha mudado a sua versão.

O antigo internacional belga explicou depois que tinha sido ele a receber um empréstimo, depois de as suas contas bancárias italianas terem sido bloqueadas na sequência do divórcio. Segundo declarou aos investigadores, esta circunstância tê-lo-á levado a procurar liquidez para manter o seu estilo de vida. O médio garantiu também que desconhecia os antecedentes criminais de Sekkaki e que ignorava as suas atividades criminosas.

No processo estão envolvidos 16 arguidos no total. Para os alegados responsáveis pela organização, o Ministério Público pediu penas de até 14 anos de prisão e sanções financeiras que podem chegar aos 800.000 euros.

O pedido de dois anos de prisão para Nainggolan não representa uma condenação. O processo prosseguirá a 13 de novembro, quando os advogados do futebolista apresentarão os seus argumentos e pedirão a absolvição.

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