Francisco Neto: "Representar Portugal não é festejar derrotas, hoje não iremos celebrar"

Francisco Neto
Francisco NetoAndré Sanano/FPF

Leia abaixo as declarações do selecionador da seleção portuguesa feminina de futebol, Francisco neto, após a derrota por 3-1 frente à Finlândia, na sexta e última jornada da fase de grupos da Liga das Nações.

Recorde aqui as incidências do encontro

Análise: "Não fomos iguais à primeira volta em Vizela, nem nos outros jogos de qualificação. O resultado é justo, sem dúvida nenhuma. Em alguns momentos do jogo tivemos alguma sorte, olhando para o desenrolar do jogo. Não é pelo que se passou hoje, mas continuo a achar não haver um VAR na qualificação para o Mundial. Se a UEFA quer dar um passo em frente, o futebol feminino merece. Não é desculpa porque não perdemos pelo VAR, mas é importante realçar isso. Fomos inferiores à Finlândia, raramente tivemos bola como costumamos ter e não igualamos a intensidade nos duelos. Quando assim é, fica mais difícil".

Falta de frescura: "Tenho de olhar para os dados para perceber. Chegamos muitas vezes atrasados aos duelos e zonas de pressão, não foi um jogo muito competente da nossa parte nesse aspeto. É algo que temos de melhorar porque contra equipas do nosso nível ou maior, sempre que conseguimos fazer bem, estamos dentro do jogo, e quando não o conseguimos temos dificuldades. O nosso problema foi a incapacidade de pressionar a Finlândia dentro da nossa organização. Chegamos demasiado atrasados. E quando chegávamos a tempo fomos batidos em duelos, isso é algo em que temos de crescer".

Play-off de qualificação para o Mundial: "É a parte positiva desta qualificação, os dois grandes objetivos foram conseguidos: voltar para a Liga A da Liga das Nações e conseguir uma melhor posição para o sorteio. Apesar do 3-1, que é um resultado que nos iguala (em pontos), conseguimos uma almofada fruto do que fizemos no passado. Não podemos olhar só para este jogo, fomos merecedores durante toda a qualificação. Agora é fazer o nosso processo, 95% da equipa vai de férias, vão saber os objetivos individuais com mudanças de clubes e novos contextos. Cá estaremos em outubro para as receber e preparar o apuramento para o Mundial". 

Lições da fase de grupos: "Fica um grupo de jogadoras que foi crescendo e não terminou da forma como gostava, mas isso faz parte da mentalidade. Apesar de termos subido de divisão e conseguirmos a melhor posição no sorteio, - foi o que disse às jogadoras - quando se representa Portugal não se festejam derrotas. Hoje é um dia que não iremos celebrar apesar de termos cumprido os dois primeiros objetivos. Serve para crescer para o futuro".

Leia aqui a crónica