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Fuga de estrelas, polémica e hegemonia do Bayern: Bundesliga feminina procura recuperar emoção

Alexandra Popp deixou a primeira liga alemã
Alexandra Popp deixou a primeira liga alemãMORITZ FRANKENBERG / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

Pelo menos para já, treinadoras e treinadores parecem conformados com a falta de emoção no topo. Os 14 técnicos das equipas da Bundesliga feminina não acreditam que a esmagadora supremacia do Bayern seja abalada tão cedo. Mais uma vez, esperam uma caminhada tranquila da formação de Munique rumo ao título. De acordo com uma sondagem da DFB, nenhum deles aponta um verdadeiro concorrente ao campeão.

O enorme fosso entre o Bayern e a restante concorrência não é, contudo, o único tema que promete gerar polémica quando a Bundesliga arrancar, na sexta-feira, com a deslocação do campeão ao terreno do Union Berlim. Cada vez mais estrelas rumam ao estrangeiro, os planos para a introdução de um play-off suscitam debates acesos e, no geral, mantém-se a dúvida sobre a forma de tornar a Liga mais atrativa.

Os responsáveis pela competição dificilmente poderão contar com uma luta renhida pelo título. O campeão terminou a última temporada com uns expressivos 16 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Wolfsburg, e o treinador José Barcala, que fez a equipa evoluir do ponto de vista futebolístico, já deixou claro, em entrevista à SID, que a época anterior serve como "inspiração e motivação". Já os principais perseguidores terão de lidar com profundas mudanças nos respetivos plantéis.

Saídas de peso preocupam

A final pela coroa europeia é o próximo grande objetivo do Bayern, ambição reforçada também pelo investimento no Sportpark Unterhaching. Ainda assim, num mercado de transferências cada vez mais competitivo, até o clube de Munique encontra limites. O plantel foi reforçado com jovens promissoras após a dolorosa saída da referência do meio-campo Georgia Stanway para o Arsenal. Além disso, vários contratos terminam em 2027, incluindo os de jogadoras muito cobiçadas como Klara Bühl, Giulia Gwinn e Franziska Kett.

As saídas de nomes sonantes marcaram, de resto, o verão em toda a Liga. A histórica figura do Wolfsburg, Alexandra Popp, transferiu-se para o clube do coração, o Borussia Dortmund, que compete na Regionalliga. Além de Stanway, também Selina Cerci, Nicole Anyomi e Elisa Senß deixaram a Alemanha, esta última rumo ao Real Madrid. Em sentido contrário, o Colónia conseguiu trazer de volta à Bundesliga a experiente internacional Kathrin Hendrich, de 34 anos, proveniente dos Estados Unidos.

Apesar disso, continuam a existir vários desafios, sendo um dos principais a separação da Frauen-Bundesliga (FBL) da Federação Alemã de Futebol (DFB). A partir da época 2027/28, a Liga pretende passar a ser gerida de forma autónoma e tornar-se "mais visível, inovadora e com maior potencial de crescimento", como prometeu a presidente da FBL, Katharina Kiel. Ela e os restantes responsáveis terão agora de definir a estratégia para o desenvolvimento desportivo e económico da competição.

Os direitos televisivos serão colocados a concurso em setembro e os planos para a introdução de um play-off, discutidos com potenciais parceiros mediáticos, já geraram forte debate. O objetivo passa por tornar a Bundesliga mais competitiva e atrativa para o mercado televisivo. Nas últimas 14 temporadas, o título ficou sempre nas mãos do Wolfsburgo ou do Bayern, vencedor das últimas quatro edições. Para já, nada indica que essa tendência esteja prestes a mudar. Pelo menos, essa é a convicção dos treinadores.

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