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Vencer este troféu é a oportunidade para Mohamed consolidar-se como o treinador mais titulado da história dos Diablos Rojos. Conquistou cinco títulos em apenas três semestres: duas Ligas, um Campeão dos Campeões, uma Taça dos Campeões da Concacaf e uma Campeones Cup.
"Vamos disputar tudo, essa é a essência da instituição, a nossa essência como equipa técnica, os jogadores têm ambição, os dirigentes também", afirmou o treinador argentino.
O torneio Campeão dos Campeões disputa-se desde 1942.
Na sua primeira fase opunha o campeão da Liga ao vencedor da Taça em temporadas longas. Desde 2003, já na era dos torneios curtos, é disputado entre o vencedor do Apertura e o do Clausura.
Este sábado, o Toluca, campeão do Apertura 2025, vai defrontar o Cruz Azul, vencedor do Clausura 2026, no estádio Health Sports Park em Carson, Califórnia, a partir das 01:30 de Lisboa.
O império de Mohamed
Mohamed começou a treinar em 2003, precisamente o ano em que Huiqui se estreou como futebolista.
Treinou no México, Argentina, Espanha e Brasil.
O hábito de conquistar títulos na Argentina começou com o Independiente de Avellaneda: a Taça Sul-Americana 2010, enquanto com o Atlético Mineiro somou mais dois: um Campeonato Mineiro e uma Supertaça do Brasil.
Mas o grande palco dos êxitos de Mohamed é o México, onde foi campeão do torneio regular com quatro equipas: Tijuana, América, Monterrey (mais duas Taças) e Toluca (duas).
Os dois campeonatos de liga que conquistou com os Diablos Rojos deram-lhe o direito de disputar o troféu de Campeão dos Campeões.
Na edição 2024/25, o Toluca venceu o América, que tinha sido a força dominante do futebol mexicano com o brasileiro André Jardine.
"Há um ano, antes de jogar com o América o Campeão dos Campeões, disse que o Toluca tinha de se habituar a estar neste tipo de eventos, e conseguimos", referiu Mohamed na sexta-feira.
Esta madrugada, o Toluca poderá apresentar-se com a ausência do seu goleador, o português Paulinho, que devido a uma lesão na barriga da perna falhou os dois primeiros jogos do recém-iniciado Apertura local.
"Preocupo-me com os que estão", disse Mohamed para não lamentar a ausência do luso, que foi três vezes melhor marcador da liga mexicana.
Huiqui invicto como treinador
Antonio Mohamed tem 56 anos, Joel Huiqui é 13 anos mais novo e a sua carreira como treinador resume-se a apenas nove jogos.
O mexicano retirou-se em 2019 e começou a treinar nas camadas jovens do Cruz Azul até ser chamado de emergência para assumir a equipa principal após o despedimento súbito de Larcamón, antes da fase final do Clausura.
Huiqui tirou La Máquina de uma série de nove jogos sem vencer e, sete partidas depois, tornou-a campeã sem sofrer derrotas.

No incipiente Apertura 2026, a equipa celeste soma dois triunfos, ambos com reviravolta, por 3-2 frente ao Atlético San Luis e por 2-1 diante do Puebla.
Entusiasmado com este início promissor, Huiqui ambiciona conquistar os quatro títulos que o Cruz Azul disputa neste semestre: Campeão dos Campeões, Leagues Cup, Campeones Cup e Apertura 2026.
"O grande desafio é consolidar o projeto", advertiu.
Na sexta-feira, o jovem treinador afirmou: "Já se ganhou uma liga e vencer o Campeão dos Campeões seria fechar um ciclo importante, ainda mais frente a um grande adversário que tem feito grandes torneios".
