O antigo chefe da PGMOL será o especialista de arbitragem do Flashscore ao longo do Mundial, analisando de perto as exibições dos homens do apito.
México - África do Sul
O jogo de abertura incendiou as redes sociais depois de o árbitro brasileiro Wilton Sampaio ter mostrado três cartões vermelhos.
O jogador da África do Sul, Yaya Sithole, tornou-se o primeiro jogador expulso do torneio, e deixou ao árbitro apenas a opção correta de exibir o primeiro cartão vermelho, após a falta que cometeu ter negado uma clara ocasião de golo.
Mais tarde, assistimos ao seu colega de equipa, Themba Zwane, a tornar-se o segundo jogador a ver o vermelho, reduzindo a sua equipa a nove elementos.
Após o jogo, foi-nos comunicado que a expulsão se deveu a Jogo Perigoso Grave, mas sinceramente, não vi qualquer intenção maldosa no lance e, no máximo, a ação foi, na minha opinião, imprudente e merecedora de cartão amarelo.
Nos minutos finais, o mexicano Cesar Montes foi o terceiro jogador a ser expulso, com o árbitro a considerar novamente que a falta negou uma clara ocasião de golo.
EUA - Paraguai
O principal tema deste jogo centrou-se num lance de cartão amarelo que o árbitro Danny Makkelie mostrou ao jogador dos EUA, Tim Ream.
Assistimos a uma intervenção do VAR após um caso de identidade trocada e, após revisão, o amarelo de Ream foi anulado e atribuído ao paraguaio Miguel Almiron.
Foi positivo ver o bom senso a prevalecer, e apoiei totalmente a alteração. Foi a decisão correta.
Catar - Suíça
A Suíça inaugurou o marcador e fiquei à espera de intervenção do VAR, pois o jogador que marcou parecia estar em posição irregular.
Nada. Não houve qualquer verificação ou intervenção visível do VAR. Sem dúvida, foi um golo em fora de jogo e deveria ter sido anulado.
A FIFA acabou por emitir um comunicado a explicar as circunstâncias, mas isso não alterou a minha opinião, pois considero que este golo deveria ter sido invalidado.
Bélgica - Egito
Um erro básico do árbitro Ramon Abatti Abel que não deveria acontecer em nenhum nível do jogo.
Assinalou um livre, mas de forma insólita permitiu que a Bélgica avançasse a bola cerca de 15 metros do local onde deveria ter sido cobrado.
Para agravar a situação do Egito, a Bélgica marcou, mas uma revisão deste golo pelo VAR deveria ter levado à sua anulação."
França - Senegal
Na minha opinião, assistimos à pior decisão até agora neste Mundial durante este jogo.
O jogador da França, Mbappé, foi derrubado pelo defesa e fiquei surpreendido por Alireza Faghani não ter assinalado grande penalidade.

O VAR interveio corretamente, reconhecendo um erro claro e óbvio do árbitro e, após consultar o ecrã junto ao relvado, o árbitro teve uma reação algo confusa.
Pensei inicialmente que tinha revertido a decisão, mas não! Assinalou canto!!!!
Lamento, mas esteve completamente errado ao não assinalar penálti a favor da França.
Argentina - Argélia
O foco e o debate centraram-se em Lionel Messi a deixar a sua marca neste jogo com um hat-trick.
No entanto, deveria ter sido expulso pelo seu terrível e inaceitável carrinho com os pitons à mostra sobre o adversário.
Todos queremos ver os grandes nomes no palco mundial, mas têm o dever de proteger os adversários, e Messi deve ser tratado como todos os jogadores do torneio, de forma justa e equitativa.
Inglaterra - Croácia
É muito gratificante relatar que, como esperado, o árbitro de topo Clement Turpin realizou uma exibição de qualidade neste jogo, e as suas decisões foram excelentes.
Os adeptos ingleses prenderam a respiração quando Harry Kane se preparava para marcar uma grande penalidade, com a sua corrida aos ziguezagues a resultar numa defesa fácil para o guarda-redes adversário.
No entanto, beneficiou de uma segunda oportunidade quando o guarda-redes foi corretamente sancionado por sair da linha de golo antes do tempo. Houve também invasão da área por parte de Josko Gvardiol.
A lei foi corretamente aplicada e os adeptos ingleses suspiraram de alívio.
Kane não falhou na segunda tentativa, naturalmente, com a Inglaterra a vencer graças aos seus avançados.
Thomas Tuchel tem trabalho pela frente para melhorar a sua defesa permeável, e Harry Maguire fez muita falta, na minha opinião.
Tuchel também manifestou o seu desagrado quando ele e a sua equipa técnica não conseguiram ver e juntar-se à equipa para cantar o Hino Nacional devido à presença de muitos câmaras à sua frente.
A FIFA, com mérito, respondeu rapidamente e a posição dos jogadores e dos câmaras será alterada para o próximo jogo.
República Checa - África do Sul
A República inaugurou o marcador ao minuto 6 e manteve essa vantagem até ao minuto 83, quando um remate à baliza levou o defesa checo a estender o braço esquerdo para aumentar a sua área corporal.
A grande penalidade foi corretamente assinalada pela árbitra Tori Penso, que esteve bem.
Canadá - Catar
Homam Ahmed, do Catar, foi corretamente expulso por negar uma clara ocasião de golo após a falta cometida sobre Tajon Buchanan ao minuto 33.
O árbitro assinalou inicialmente grande penalidade e mostrou incorretamente o cartão amarelo. Deveria ter sido vermelho nesse momento, pois o infrator não tentou jogar a bola.

Felizmente para o árbitro, assistimos à correta intervenção do VAR, com as repetições a mostrarem que a falta ocorreu fora da área, e por isso o árbitro corrigiu bem, trocando o amarelo pelo vermelho, e o recomeço foi com um livre para o Canadá mesmo à entrada da área.
Depois assistimos a um incidente grave quando Assim Omer Madibo, do Catar, e Ismael Koné disputaram a bola, resultando numa longa paragem e no canadiano a ser retirado de maca.
Madibo viu inicialmente o amarelo, mas foi corretamente convertido em vermelho após intervenção do VAR.
Algumas considerações finais
Pausas para hidratação: "Com alguns jogos já disputados neste Mundial, cresce o número de adeptos, comentadores e analistas que começam a não gostar da aplicação da pausa obrigatória de três minutos para hidratação em cada parte do jogo. Na maioria dos casos, quando ocorre a pausa, esta afeta o ritmo do jogo. É evidente que também proporciona aos treinadores a oportunidade de ajustar as suas estratégias, e estou certo de que este será um tema de debate contínuo."
Atrasos nos lançamentos laterais ou pontapés de baliza: "Se o árbitro considerar que um lançamento lateral ou pontapé de baliza está a demorar demasiado tempo ou a ser deliberadamente atrasado, será iniciado um contador visual de cinco segundos. Se a bola não estiver em jogo no final da contagem, o lançamento lateral será atribuído à equipa adversária, enquanto um pontapé de baliza atrasado resultará na atribuição de um canto aos oponentes."
Substituições mais rápidas: "Para agilizar ainda mais o ritmo do jogo, os jogadores substituídos devem abandonar o relvado no prazo de dez segundos após a exibição da placa de substituição ou, na ausência desta, ao sinal do árbitro. Se o jogador não sair dentro deste tempo, terá ainda de abandonar o campo, mas o substituto só poderá entrar na primeira paragem após um minuto decorrido desde o recomeço."
Jogadores lesionados: "Sempre que um jogador receber assistência em campo devido a lesão, ou se a lesão provocar a interrupção do jogo, o jogador terá de sair do relvado e permanecer fora durante um minuto após o reatamento do jogo."
