"A FIFA e a Fanatics assinaram um contrato de licença exclusivo e de longa duração para vários artigos de coleção, incluindo cromos, cartas e jogos de cartas colecionáveis", revelou o organismo mundial em comunicado.
Este acordo entrará em vigor em 2031, acrescentou a FIFA.
"Uma das principais novidades para os adeptos (...) será a famosa série de cartas com elementos incorporados das camisolas dos jogadores – incluindo aquelas usadas no seu jogo de estreia (os debut patches)", explicou ainda a FIFA.
Este anúncio assinala o fim de uma colaboração de 60 anos com a empresa sediada em Modena. Fundada no início dos anos 1960 pelos quatro irmãos Panini, a empresa detém uma exclusividade com a FIFA para os álbuns do Mundial desde 1970. O último será o do Mundial 2030, a edição do centenário, coorganizada por Marrocos, Portugal e Espanha.
Michael Rubin, fundador e diretor executivo da Fanatics, congratulou-se por este "dia histórico" para a empresa.
"O futebol de seleções oferece as melhores oportunidades de crescimento no desporto", afirmou. "Vamos conseguir levar os artigos de coleção e a narrativa em torno do futebol para uma nova dimensão".
Num comunicado separado, a Fanatics garantiu que vai "dar a conhecer a magia aos jovens de todas as regiões do mundo".
A empresa norte-americana já é parceira da FIFA na comercialização dos produtos oficiais do Mundial 2026, que começa a 11 de junho.
As atividades da Fanatics vão das apostas desportivas aos artigos colecionáveis, passando pelos jogos de fortuna ou azar online, mercados de prognósticos, artigos para adeptos e produtos lifestyle licenciados.
Esta parceria representa mais um passo na estratégia da FIFA de globalizar e rejuvenescê-la sua audiência, depois de se ter associado à rede social TikTok, à plataforma YouTube e de ter acreditado criadores de conteúdos para cobrir os jogos do Mundial deste verão.
