De acordo com as novas determinações, jogadores que cobrirem a boca para passar mensagens aos adversários serão punidos diretamente com cartão vermelho.
Além disso, os árbitros receberão orientações claras para aplicar cartão vermelho àqueles que deixarem o relvado em protesto contra decisões da arbitragem.
Neste momento, essas medidas devem ser aplicadas apenas no Mundial, e não em outras competições.
A aplicação dessas regras vai depender da interpretação dos árbitros, que precisarão de analisar cada situação individualmente. Mesmo assim, a FIFA espera que a simples existência dessas punições já desestimule esse tipo de atitude.
O contexto dessas propostas está relacionado ao episódio ocorrido em fevereiro, na Liga dos Campeões, quando Vinicius Jr. acusou Gianluca Prestianni de racismo. Pestianni acabou sendo suspenso pela UEFA por seis jogos (três deles com suspensão condicional), após admitir que usou expressões homofóbicas.
CAN acendeu o alerta
Uma segunda regra trata dos protestos durante as partidas: qualquer jogador que sair de campo demonstrando insatisfação com decisões do árbitro pode ser expulso imediatamente. A regra também será válida para membros das equipas técnicas que incentivarem esse tipo de atitude.
A ideia ganhou força após os episódios polémicos na final da CAN. Nessa ocasião, o Senegal deixou o campo por um longo período depois de um penálti tardio ter sido assinalado a favor de Marrocos. Mesmo tendo vencido inicialmente, Senegal teve o resultado anulado e o troféu foi entregue a Marrocos, decisão que atualmente está a ser contestada no Tribunal Arbitral do Desporto.
