Luis de la Fuente: "Ninguém gosta que duvidem do seu trabalho e da sua capacidade"

Luis de la Fuente, selecionador de Espanha
Luis de la Fuente, selecionador de EspanhaROBERTO SCHMIDT / AFP

O selecionador de Espanha, Luis de la Fuente, celebrou o seu 65.º aniversário com uma goleada frente à Arábia Saudita, por 4-0, na 2.ª jornada do Grupo H do Mundial-2026.

Recorde as incidências da partida

Luis de la Fuente mostrou-se satisfeito com o desempenho apresentado pela Espanha e com o resultado.

"Os jogos são diferentes, embora a ideia seja semelhante. Fizemos uma primeira parte excecional e uma segunda também boa e, acima de tudo, isso permite-nos dar continuidade e encarar os jogos importantes que temos pela frente. O Uruguai vai ser um adversário difícil e muito exigente", afirmou.

O treinador espanhol destacou a exibição de Rodri, Oyarzábal e Lamine, e afirma que estes dois últimos estão bem apesar de terem sido substituídos ao intervalo: "O Rodri fez também um jogo fantástico, os dois centrais estiveram extraordinários, o Lamine está em perfeitas condições para disputar jogos completos e quanto ao Oyarzabal, o que dizer, teve um pequeno problema, que não se pode contar tudo, mas apresenta sempre um rendimento excecional".

Na mesma linha, explicou a substituição de Lamine: "Obviamente era preciso ver como o jogo se desenrolava, mas hoje era um passo importante para o futuro. Já está em perfeitas condições e também é bom deixá-lo assim, com ainda mais vontade".

Dar um murro na mesa

Luis de la Fuente explicou porque é que os jogadores estavam irritados: "Ninguém gosta que duvidem do seu trabalho e da sua capacidade, a reação dos jogadores é lógica. Dar um murro na mesa, afirmar-nos e dar continuidade a um projeto que já vem de trás".

Questionado sobre a troca de equipamento ao intervalo, o riojano referiu-se às altas temperaturas: "Estava muito calor apesar do ar condicionado e sentia-me mais confortável com roupa mais desportiva".

Por outro lado, falou sobre o facto de o ataque ter sido mais vertical do que no jogo frente a Cabo Verde.

"Foi nisso que mais insistimos, analisámos isso com os jogadores e todos concordámos que precisávamos de mais verticalidade, mais intensidade, viu-se nos remates, desde o primeiro minuto a pressionar o adversário e a empurrá-lo para a sua área, nesse aspeto estamos muito satisfeitos e temos de continuar a crescer e a melhorar", concluiu.

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