Messi persegue recorde do Mundial com a Argentina: "Ele faz-te querer ir para a guerra"

Lionel Messi durante o treino da Argentina
Lionel Messi durante o treino da ArgentinaReuters/William Purnell

O espetáculo de Lionel Messi chega a Dallas, com o maestro argentino prestes a fazer mais história no futebol, quando os detentores do Mundial defrontarem a Áustria esta segunda-feira.

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Messi, que completa 39 anos na quarta-feira, assinou um hat-trick na vitória por 3-0 frente à Argélia, igualando o recorde absoluto de golos em Mundiais de Miroslav Klose, com 16 golos.

O capitão desfez-se em lágrimas após o primeiro golo, tendo-se sabido mais tarde que o seu pai está a recuperar de um "problema de saúde" não especificado.

O avançado do Inter Miami, Lionel Messi, nem sequer tinha confirmado a sua presença no torneio na América do Norte até ao último momento.

No entanto, ninguém esperava realisticamente que Messi faltasse à liderança da tentativa da Argentina para se tornar a primeira equipa desde o Brasil, em 1962, a conquistar dois Mundiais consecutivos.

O antigo mágico do Barcelona e do Paris Saint-Germain levou o seu país à glória no Mundial há quatro anos, e o apelo de voltar a representar a sua nação no maior palco revelou-se irresistível.

A impressionante casa climatizada dos Dallas Cowboys para o segundo jogo da fase de grupos da Argentina frente à Áustria seria o palco ideal para Messi ultrapassar o recorde de Klose.

"No fim de contas, é apenas uma estatística e nada mais", afirmou Messi, amplamente considerado o melhor futebolista de todos os tempos.

Uma vitória sobre a Áustria colocaria a equipa de Lionel Scaloni à beira dos 16 avos de final como vencedora do Grupo L, com um jogo por disputar, dando a Messi a oportunidade de descansar para as rondas a eliminar.

A Áustria, orientada pelo conceituado Ralf Rangnick, não se vai render facilmente.

Também eles estão perto da próxima fase, depois de vencerem os estreantes Jordânia por 3-1.

Após a euforia de há quatro anos, é fácil esquecer que Messi nem sempre foi idolatrado pelos adeptos argentinos.

Houve tempos em que se sentia que ele não tinha mostrado o mesmo brilho pela sua seleção que exibiu durante mais de 15 anos deslumbrantes no Barcelona.

"Ir para a guerra" por Messi

Avançando até ao presente, e mesmo já perto da meia-idade, a simples presença de Messi inspira os seus colegas dentro e fora do relvado.

"Se alguém pensava que este grupo ficava melhor sem o Leo, hoje ficou claro que o Leo é o mais importante de todos", afirmou o médio Alexis Mac Allister após o jogo com a Argélia.

Pode já não ter as pernas de outros tempos e agora jogar mais aos repelões, mas o resto da equipa argentina está mais do que disposto a fazer o trabalho sujo e deixá-lo brilhar quando quiser.

Lionel Scaloni, colega de Messi no primeiro Mundial da estrela em 2006, construiu um ecossistema em torno do seu capitão.

"Ele está a jogar com um grupo de amigos, com pessoas que vão jogar com o coração por ele", disse o selecionador argentino.

"Sempre que precisam de falar com ele, podem simplesmente aproximar-se e é realmente difícil explicar aquilo que ele transmite. Podia ficar aqui contigo mais de uma hora a tentar explicar exatamente o que ele faz, mas é preciso estar lá para perceber verdadeiramente. É preciso sentir o ambiente, a atmosfera", acrescentou Scaloni.

Ao contrário do que acontece em Portugal, onde Cristiano Ronaldo tornou-se um problema para o selecionador Roberto Martínez, os jogadores argentinos deixaram claro que farão tudo o que for preciso para ajudar Messi a causar o maior estrago possível nas defesas adversárias.

"Ele é o meu ídolo desde criança. Naturalmente, queres retribuir isso", afirmou o seu colega de ataque Julián Alvarez à DAZN.

Rodrigo De Paul, que também joga com Messi no Inter Miami, foi mais direto: "Ele faz-te querer ir para a guerra se te pedir."