Mundial-2026: Advocaat despede-se da prova com orgulho na histórica campanha de Curaçau

Advocaat liderou Curaçau no Mundial-2026
Advocaat liderou Curaçau no Mundial-2026REUTERS/Peter Cziborra

O selecionador de Curaçau, Dick Advocaat, afirmou que a sua equipa pode sair do Mundial de cabeça erguida, não excluindo a possibilidade de continuar à frente dos caribenhos.

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"Os jogadores podem sentir-se orgulhosos. Já participei em outros torneios e esta equipa destacou-se verdadeiramente, pela forma como jogou contra adversários de classe mundial, sempre com entusiasmo e coragem", disse Advocaat após a derrota por 2-0 frente à Costa do Marfim, em Filadélfia.

Referiu que a exibição da sua equipa foi "excecional", mas acabaram por ser derrotados por dois golos de Nicolas Pepe, um em cada parte.

Depois de uma goleada por 7-1 frente à Alemanha na estreia em Mundiais, e de um empate sem golos com o Equador que valeu o seu primeiro ponto de sempre na competição, a derrota frente aos marfinenses faz com que terminem no último lugar do Grupo E.

Não vão seguir em frente, mas o experiente Advocaat, de 78 anos, deixou em aberto a possibilidade de continuar.

"Tenho uma perspetiva muito positiva", afirmou quando questionado sobre a hipótese de permanecer, reconhecendo, no entanto, que é um enorme desafio atrair jogadores e obter resultados para a ilha caribenha de 160 mil habitantes – o país mais pequeno de sempre a disputar um Mundial.

"Não vim para aqui a pensar que seria o meu último torneio. Procurei alcançar os melhores resultados com os recursos limitados que tinha. Quando fui nomeado, o objetivo era qualificar-nos para a Gold Cup. Conseguimos, e depois era a qualificação para o Mundial, e também conseguimos, por isso estou orgulhoso dos jogadores", disse o antigo selecionador dos Países Baixos, que conduziu a equipa à qualificação mas acabou por se demitir alguns meses depois devido à doença da sua filha.

"Uma boa combinação"

O guarda-redes Eloy Room, que não conseguiu repetir as defesas decisivas que garantiram o empate frente ao Equador no último jogo, afirmou esperar que Advocaat continue.

"Quero que ele continue, mas no final do dia a decisão é dele. Teve uma carreira longa e bonita, por isso acho que temos de lhe dar espaço e deixá-lo decidir. Mas claro que queremos trabalhar com ele. É um grande treinador e já alcançámos muitas coisas, por isso penso que é uma boa combinação", admitiu Room, que joga nos Estados Unidos pelo Miami FC, na United Soccer League.

Ao regressarem a casa após o Mundial, o próximo desafio será a Liga das Nações da CONCACAF, que arranca em setembro. Esta competição servirá também como qualifying para a Gold Cup do próximo ano.

"Esta foi uma experiência fantástica para nós. Foi uma longa caminhada que começou há muito tempo. Queríamos mostrar ao mundo do que somos capazes. Trouxemos muita alegria ao torneio, espírito, luta, e podemos sentir-nos orgulhosos de tudo isso", afirmou Room, de 37 anos.

"Hoje também mostrámos que conseguimos jogar ao mais alto nível. Naturalmente, isto vai dar muita visibilidade a Curaçau. O mundo inteiro já sabe quem somos, e há muito talento a surgir nas equipas jovens, por isso esse é o futuro de Curaçau", completou.

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