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Em três países, durante 39 dias, com 48 seleções e 104 jogos, tudo máximos históricos de uma competição que se joga desde 1930, a 23.ª edição começa sem um claro favorito e com muitas seleções apontadas ao triunfo na final de 19 de julho, em East Rutherford.
Além dos conjuntos liderados por Lionel Messi, Kylian Mbappé e Lamine Yamal, também a Inglaterra, vice europeia em 2021 e 2024, entra no lote, tal como o pentacampeão e totalista Brasil e a tetracampeã Alemanha, estas mais pelo peso da história.
Entre as seleções que nunca ganharam, Portugal, vencedor em 2025 da menos impactante Liga das Nações, surge no topo, à frente dos Países Baixos, vices em 1974, 1978 e 2010, e da regressada Noruega, perfeita na qualificação com Erling Haaland.
Mais a sonhar, surgem seleções como o Uruguai, o único campeão que não parece capaz de replicar o feito (1930 e 1950), a Colômbia, vice na Copa América de 2024, e Marrocos, a surpresa da edição anterior, com o quarto lugar no Catar.
O Equador, segundo na qualificação sul-americana, a Turquia, de regresso após o terceiro lugar de 2002, tentarão surpreender, enquanto os coanfitriões Estados Unidos, México e Canadá vão querer, certamente, deixar a sua marca.
Numa competição longa e muito difícil, que obrigará o campeão a fazer oito jogos, o máximo de sempre, face à introdução de inéditos 16 avos de final, os favoritos ir-se-ão revelando, mas, para já, a Argentina tem a pole provisória.
Detentora do cetro, bicampeã em título da Copa América (2021 e 2024) e líder do ranking mundial, a formação comandada por Lionel Scaloni é óbvia candidata ao bis, até porque continua com quase todas as armas de 2022, incluindo Lionel Messi, considerado por cada vez mais pessoas como o melhor de sempre, o GOAT.
A formação albiceleste, que também continua com Dibu Martínez, Romero, Otamendi, De Paul, Mac Allister, Enzo Fernández, Lautaro ou Julián Alvarez, joga, porém, contra a história, pois só Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram, há muito, revalidar o cetro.
Os argentinos, que também ganharam a prova em 1978 e 1986, não são os únicos que jogam contra a história, pois não há vencedores repetidos no século XXI: Brasil (2002), Itália (2006), Espanha (2010), Alemanha (2014), França (2018) e Argentina (2022).
Neste particular, a Espanha, na estreia do miúdo Yamal, acompanhado de Rodri, Pedri, Olmo ou Oyarzabal, e a França, na terceira vez de Mbappé (autor de quatro golos nas duas últimas finais), ao lado de Dembélé, Olise, Koundé ou Cherki, também procuram o primeiro bis do século.
Para as equipas europeias não é, aliás, fácil vencer na América, o que só aconteceu na última vez, em 2014, quando a Alemanha bateu na final a Argentina, de Messi, depois de escandalizar o anfitrião Brasil nas meias (7-1).
As formações sul-americanas ganharam, porém, todos os outros certames caseiros, em 1930, 1950, 1962, 1970, 1978, 1986 e 1994, o que também não são boas notícias para a Inglaterra, que, campeã em 1966, tentará que o século XXI se mantenha sem bis.
O avançado Harry Kane, autor de 61 golos nos 51 jogos disputados pelo Bayern Munique em 2025/26, é a grande figura do onze conduzido pelo alemão Thomas Tuchel, que se deu ao luxo de não convocar Foden, Cole Palmer ou Alexander-Arnold.
Por seu lado, o Brasil, que continua a ser o único pentacampeão, mas não ganha desde 2002, aposta muito na competência do treinador italiano Carlo Ancelotti, que repescou Neymar e tem muitos jogadores categorizados, como Vinicius Júnior, Raphinha ou Marquinhos.
Quanto à Alemanha, afastada na fase de grupos dos dois últimos Mundiais, volta a ter o experiente Neuer (40 anos) na baliza e é um conjunto também com grandes individualidades, como Wirtz, Musiala ou Kimmich.
Portugal continua liderado, mediaticamente, por Cristiano Ronaldo, o que pode não ser muito bom, para uma geração que já podia voar sozinha, nas asas de Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha, João Neves, Nuno Mendes ou Rúben Dias.
Os Países Baixos, de Van Dijk, são, globalmente, a melhor seleção que nunca ganhou o Mundial e tentarão de novo, numa edição em que, no regresso após 1998, a Noruega é uma das grandes atrações e candidata a sensação, com Erling Haaland como ameaça global, amparado por outros talentos, casos de Odegaard e Nusa.
O Mundial de 2026 arranca na quinta-feira e a fase de grupos decorre até 27 de junho, com os dois primeiros de cada um dos 12 grupos a seguir em frente, juntamente com os oito melhores terceiros, que não avançavam desde 1994.
Seguem-se os primeiros 16 avos de final da história da prova, entre 28 de junho e 03 de julho, seguidos dos oitavos (04 a 07 de julho), a anteceder o primeiro dia de folga (08). Depois, serão os quartos (09 a 11), as ‘meias’ (14 e 15) e a final (19), antecedida, na véspera, do jogo do bronze (18).
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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