Mundial-2026: Argentina vai defrontar Inglaterra com a camisola azul de 1986

Treino da Argentina no Sport KC Training Center
Treino da Argentina no Sport KC Training CenterIMAGN IMAGES via Reuters/Jay Biggerstaff

Na quarta-feira, em Atlanta, terá lugar o tão aguardado duelo com os ingleses. A camisola azul é vista como uma homenagem à Mão de Deus de Maradona, que aconteceu há 40 anos.

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No fundo, é sobretudo um jogo de futebol. Pelo menos foi assim que o selecionador da Argentina, Lionel Scaloni, tentou descrevê-lo, procurando baixar a tensão antes da meia-final com a Inglaterra (quarta-feira, 15 de julho), na esperança de afastar dos seus jogadores o peso de um desafio sentido como um encontro com a história.

O novo capítulo do confronto com os ingleses levou, no entanto, a Federação da Argentina a recorrer à superstição: a FIFA aceitou o pedido para jogar com a camisola azul, tal como nos anteriores encontros do Mundial ganhos em 1986, em 1998 e, na verdade, também em 1966, quando quem venceu foram os Três Leões.

A "camisola azul" é, contudo, considerada um amuleto da sorte nas grandes ocasiões e a referência à 'Mão de Deus' é inevitável.

A equipa está a preparar o jogo em Kansas City, cidade onde a Albiceleste manteve a sua base durante todo o Mundial. O Sport KC Training Center, onde decorrem os treinos, fica a poucos quilómetros – ironia do destino – do campo de treinos da Inglaterra, mas as duas equipas vão defrontar-se em Atlanta.

Depois da Suíça, a 'Scaloneta' voltou ao relvado para uma tarde de recuperação muscular. Consciência, diversão e união: como se, no fundo, aqueles rapazes que cresceram nos "potreros" – os campos de terra batida dos subúrbios – e nas ruas fossem sempre os mesmos, como se a tarde nunca devesse acabar, dando sempre mais uma oportunidade para estarem juntos com a "pelota".

Aliás, o grupo está cada vez mais unido: uma equipa que chegou madura ao Mundial para defender o título, mas que se forjou nos três jogos da fase a eliminar, todos ganhos no final (dois em três após prolongamento), confiando nos pés do número dez e sem mostrar o futebol que tinha impressionado todos na edição do Catar.

São precisamente estes os aspetos cruciais em que Scaloni terá de insistir: a gestão do cansaço e a capacidade de marcar sem perder as referências do jogo. Uma Inglaterra tão confiante nos seus recursos pode não permitir uma reviravolta. Ainda assim, há algumas esperanças para o técnico de origens italianas, a começar pelo herói dos quartos de final Julian Álvarez. O avançado do Atlético de Madrid, discreto na maioria dos jogos, brilhou nos quartos de final com o golo da vitória por 2-1 – um dos mais bonitos desta edição – e com uma recuperação de bola que lançou o contra-ataque que resultou no 3-1 de Lautaro Martínez. Esta última jogada foi celebrada pelos colegas, que correram a abraçá-lo enquanto estava exausto no chão.

O "Aranha", como é conhecido no país, vai buscar forças também ao grande apoio de familiares e amigos que estarão no estádio para o apoiar. Isso poderá ser uma ajuda, sem dúvida, para Lionel Messi (oito golos desde a fase de grupos até agora), num jogo em que para a Albiceleste será fundamental conseguir controlar o ritmo da partida, permitindo ao capitão argentino movimentar-se livre entre linhas e pressionar de imediato os adversários após a perda da bola, com o objetivo de chegar rapidamente à zona da baliza. Quanto mais colegas estiverem 'em forma', mais difícil será para os adversários concentrarem-se apenas na Pulga.

Mundial-2026

O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.

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