A tensão atingiu o auge quando a FIFA suspendeu a sanção aplicada ao avançado norte-americano Folarin Balogun durante a fase a eliminar do Mundial-2026. O presidente norte-americano Donald Trump desempenhou um papel nesta decisão, tendo depois afirmado publicamente que pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para reconsiderar a suspensão.
Agora, o caso parece entrar numa nova fase. Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol, revelou numa entrevista ao The Times que a federação pretende apresentar uma queixa à FIFA sobre este caso polémico.
"Quando se dobra uma regra desta forma, entra-se num caminho perigoso que põe em risco todo o futebol. É preocupante para o futebol quando as regras fundamentais do jogo são desrespeitadas. Acima de tudo, isto nunca deveria ter acontecido. Agora é fundamental falar sobre o assunto de forma honesta. Todos sabemos que esta decisão foi influenciada por forças externas e que não respeitou o procedimento adequado. Precisamos que a FIFA reconheça que se tratou de um erro. Se se começa a adaptar desta forma aos chefes de Estado e à política, altera-se o próprio comportamento e o da organização — e também se deslocam os limites do que os chefes de Estado podem influenciar. E foi exatamente isso que aconteceu", afirma Lise Klaveness.
Ao mesmo tempo, Lise Klaveness sublinha que o problema não se limita a este caso específico, mas sim aos princípios que estão na base da decisão.
"Quando se tomam decisões polémicas - sobretudo quando uma voz externa poderosa sussurrou ao ouvido - é essencial que a decisão seja tomada em conjunto. Se tal não acontecer, é um erro. Este caso foi tão grave e preocupante que espero que leve as pessoas a manifestarem-se e a não terem receio de levantar questões. Pretendo abordar o tema numa reunião do conselho de administração e discuti-lo com o meu conselho, para depois agirmos. Para mim, isto enquadra-se no mesmo âmbito de uma queixa por violação da ética. Tentar varrer este caso para debaixo do tapete não vai resultar. Demasiadas pessoas - treinadores, jogadores e adeptos - sentiram que isto foi longe demais e prejudicou o próprio jogo."
