Mundial-2026: FIFA terá rejeitado o pedido de Haikin para representar a Noruega

Haikin ao serviço do Bodo/Glimt
Haikin ao serviço do Bodo/GlimtNTB, NTB / Alamy / Profimedia

A agência norueguesa NTB avança que a FIFA recusou o pedido do guarda-redes do Bodo/Glimt, Nikita Haikin, para representar a Noruega. Esta informação ainda não foi confirmada pela FIFA nem pela Federação Norueguesa de Futebol.

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Acredita-se que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) tenha informado a Federação Norueguesa de Futebol de que Haikin não cumpre os requisitos previstos nos estatutos relativamente ao tempo de residência no país pelo qual pretende jogar.

"Continuamos em conversações com a FIFA e, neste momento, não temos mais comentários a fazer. Daremos mais informações assim que for possível partilhá-las", afirmou a Diretora de Comunicação, Ragnhild Ask Connell, da Federação Norueguesa de Futebol, numa mensagem enviada à NTB.

Haikin destacou-se de forma notável durante a campanha do Bodo/Glimt na Liga dos Campeões esta época, com os noruegueses a chegarem de forma surpreendente aos oitavos de final, antes de serem eliminados pelo Sporting. Com 74 defesas em 12 jogos, é o jogador com mais defesas no torneio.

O guarda-redes do Bodo/Glimt tornou-se cidadão norueguês e pediu para mudar de federação, deixando a Rússia, seleção pela qual já foi internacional sub-21.

Haikin obteve a cidadania norueguesa em abril. Tem ainda cidadania russa, israelita e britânica. Desde 2019, reside em Bodo, excetuando um curto período em 2023, quando, entre janeiro e março, representou o Bristol Rovers.

Quando lhe foi concedida a cidadania em abril, o selecionador nacional, Stale Solbakken, afirmou que Haikin "seria considerado como qualquer outro" quando questionado sobre a possibilidade de integrar a convocatória da Noruega para o Mundial.

Existem cinco situações diferentes em que um jogador pode mudar de seleção. Para trocar de seleção nacional, os jogadores devem possuir a nacionalidade do novo país e, em geral, não ter disputado mais de três jogos oficiais pela seleção principal (antes dos 21 anos), nenhum deles numa fase final (Mundial/Continental).

O jogador nunca pode ter representado o país anterior em jogos oficiais pela seleção principal e só pode mudar de federação uma vez, sendo necessário o aval da Câmara do Estatuto do Jogador da FIFA.

Uma nova regra introduzida em 2021 permite que jogadores que tenham até três internacionalizações pela seleção principal antes dos 21 anos possam mudar de seleção. Antes, a regra estipulava que, após uma internacionalização sénior em jogos oficiais, não era possível trocar de seleção.