Mundial-2026: Lee Kang-in, no auge com a Coreia do Sul e na sombra no PSG

Lee Kang-in na passada quinta-feira
Lee Kang-in na passada quinta-feiraREUTERS/Amanda Perobelli

Lee Kang-in tem de conciliar dois estatutos: suplente no PSG há três anos, mas sobretudo peça-chave e estrela em ascensão da Coreia do Sul, que defronta o México em Guadalajara, na segunda jornada do grupo A do Mundial, marcada para o dia 19 de junho, às 02:00 de Lisboa.

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Mesmo que ainda não tenha atingido o estatuto de ícone nacional de Son Heung-min, o jogador do PSG é considerado um dos maiores talentos da sua geração.

Aliás, este ano, foi eleito o melhor jogador do país para 2025 pela Federação Coreana, à frente de Son, precisamente.

Frente à República Checa, na estreia da Coreia do Sul na competição, na quinta-feira, o camisola 19 ofereceu passes brilhantes – todos bem-sucedidos – encontrando sempre os melhores espaços e o ritmo certo.

Mapa de passes
Mapa de passesREUTERS/Paul Childs/Opta by Stats Perform

Influência direta

Foi ele quem serviu Hwang In-beom no primeiro golo da seleção asiática. Alinhado como extremo direito, teve muita liberdade nos movimentos e apareceu várias vezes no centro do terreno.

Aos 25 anos, na sua segunda participação em Mundiais depois do Catar em 2022, onde já tinha feito uma assistência, é ainda mais importante na construção do jogo do que há quatro anos.

Com a sua capacidade de projeção e inteligência tática trabalhada sob as ordens de Luis Enrique no PSG, é muitas vezes ele quem desbloqueia a situação na seleção.

Números de Lee
Números de LeeFlashscore

Aquele cujo rosto está em todo o lado nas publicidades nacionais é titular indiscutível com a camisola sul-coreana (88 internacionalizações e 11 golos).

Lee, que cresceu numa família modesta em Incheon, na costa oeste do país, deu-se a conhecer aos seis anos ao ser uma das figuras centrais de um programa de televisão dedicado a descobrir novos talentos do futebol.

Com 10 anos, sem saber uma palavra de espanhol, mudou-se com a família para Valência, onde integrou o centro de formação.

Mas foi ao assinar pelo PSG em 2023 que se tornou uma estrela na Coreia (ao conquistar os Jogos Asiáticos nesse mesmo ano), mesmo não tendo o mesmo estatuto em França.

Calendário da Coreia do Sul
Calendário da Coreia do SulFlashscore

Esta época, foi muito pouco utilizado nos jogos importantes por Luis Enrique, que, no entanto, não quis a sua saída no último verão.

Com apenas uma titularidade na Liga dos Campeões, em novembro frente ao Bayern Munique, quando o clube parisiense estava dizimado por lesões, e sem qualquer minuto a partir da segunda mão dos quartos de final, Lee Kang-in poderá ponderar sair este verão, à procura de um lugar de titular nos grandes palcos.

"Confiamos nele"

Faltam-lhe dois anos de contrato, mas "se o jogador pedir para sair e se chegar uma boa proposta à mesa, como para todos os jogadores, pode sair", explicou à AFP uma fonte próxima das negociações. "Mas é preciso que estes dois pontos se verifiquem, caso contrário ficará", insistiu a mesma fonte.

O médio polivalente, que também pode jogar como extremo e falso N.º 9, teve mais minutos na Ligue 1.

No final de janeiro, questionado sobre o seu caso, Luis Enrique foi mais expansivo do que o habitual: "Chegou no mesmo ano que nós. Foi importante. Mostrou que tinha nível físico e técnico, mas faltou-lhe alguma regularidade para ser muito importante", explicou.

Também lhe faltou "um pouco de sorte, sobretudo se olharmos para a sua última lesão, quando era titular na final da Taça Intercontinental (contra os brasileiros do Flamengo). Confiamos nele", acrescentou o treinador parisiense sobre a lesão na coxa em janeiro, que travou o seu bom momento.

Discreto, curioso, respeitador e profissional no dia a dia, é apreciado pela equipa técnica e pelos colegas pela boa disposição e atitude positiva, sublinha à AFP uma fonte próxima do jogador.