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Mesmo que ainda não tenha atingido o estatuto de ícone nacional de Son Heung-min, o jogador do PSG é considerado um dos maiores talentos da sua geração.
Aliás, este ano, foi eleito o melhor jogador do país para 2025 pela Federação Coreana, à frente de Son, precisamente.
Frente à República Checa, na estreia da Coreia do Sul na competição, na quinta-feira, o camisola 19 ofereceu passes brilhantes – todos bem-sucedidos – encontrando sempre os melhores espaços e o ritmo certo.

Influência direta
Foi ele quem serviu Hwang In-beom no primeiro golo da seleção asiática. Alinhado como extremo direito, teve muita liberdade nos movimentos e apareceu várias vezes no centro do terreno.
Aos 25 anos, na sua segunda participação em Mundiais depois do Catar em 2022, onde já tinha feito uma assistência, é ainda mais importante na construção do jogo do que há quatro anos.
Com a sua capacidade de projeção e inteligência tática trabalhada sob as ordens de Luis Enrique no PSG, é muitas vezes ele quem desbloqueia a situação na seleção.

Aquele cujo rosto está em todo o lado nas publicidades nacionais é titular indiscutível com a camisola sul-coreana (88 internacionalizações e 11 golos).
Lee, que cresceu numa família modesta em Incheon, na costa oeste do país, deu-se a conhecer aos seis anos ao ser uma das figuras centrais de um programa de televisão dedicado a descobrir novos talentos do futebol.
Com 10 anos, sem saber uma palavra de espanhol, mudou-se com a família para Valência, onde integrou o centro de formação.
Mas foi ao assinar pelo PSG em 2023 que se tornou uma estrela na Coreia (ao conquistar os Jogos Asiáticos nesse mesmo ano), mesmo não tendo o mesmo estatuto em França.

Esta época, foi muito pouco utilizado nos jogos importantes por Luis Enrique, que, no entanto, não quis a sua saída no último verão.
Com apenas uma titularidade na Liga dos Campeões, em novembro frente ao Bayern Munique, quando o clube parisiense estava dizimado por lesões, e sem qualquer minuto a partir da segunda mão dos quartos de final, Lee Kang-in poderá ponderar sair este verão, à procura de um lugar de titular nos grandes palcos.
"Confiamos nele"
Faltam-lhe dois anos de contrato, mas "se o jogador pedir para sair e se chegar uma boa proposta à mesa, como para todos os jogadores, pode sair", explicou à AFP uma fonte próxima das negociações. "Mas é preciso que estes dois pontos se verifiquem, caso contrário ficará", insistiu a mesma fonte.
O médio polivalente, que também pode jogar como extremo e falso N.º 9, teve mais minutos na Ligue 1.
No final de janeiro, questionado sobre o seu caso, Luis Enrique foi mais expansivo do que o habitual: "Chegou no mesmo ano que nós. Foi importante. Mostrou que tinha nível físico e técnico, mas faltou-lhe alguma regularidade para ser muito importante", explicou.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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Também lhe faltou "um pouco de sorte, sobretudo se olharmos para a sua última lesão, quando era titular na final da Taça Intercontinental (contra os brasileiros do Flamengo). Confiamos nele", acrescentou o treinador parisiense sobre a lesão na coxa em janeiro, que travou o seu bom momento.
Discreto, curioso, respeitador e profissional no dia a dia, é apreciado pela equipa técnica e pelos colegas pela boa disposição e atitude positiva, sublinha à AFP uma fonte próxima do jogador.
