Mundial-2026: ONG católica alerta que um terço dos países violam liberdade religiosa

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Imagem ilustrativaKirby Lee-Imagn Images

A organização não-governamental Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alertou esta quarta-feira que 14 dos 48 países que participam no Mundial de futebol nos EUA violam a liberdade religiosa, apelando aos governos que alterem as políticas.

“Encorajamos os governos de todo o mundo a defender e proteger este direito humano fundamental, garantindo que todas as pessoas possam praticar, mudar ou partilhar livremente a sua fé, sem receio de discriminação ou perseguição”, refere Marta Petrosillo, responsável do Centro de Estudos sobre Liberdade Religiosa da AIS e editora do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo.

Numa nota enviada pela AIS, a ONG católica alerta para a desigualdade da prática religiosa no mundo.

“Enquanto milhões de adeptos em todo o mundo acompanham o evento ao longo de praticamente um mês, outra realidade global merece atenção: são os milhões de pessoas que vivem em 14 dos países participantes e que continuam a enfrentar restrições à liberdade de religião ou de crença”, refere a AIS.

No total, dos 196 Estados verificados, a AIS identificou problemas de discriminação ou perseguição religiosa em 62, entre os quais a República Democrática do Congo, com quem hoje joga Portugal.

De acordo com o referido relatório, três dos países participantes - Irão, Arábia Saudita e República Democrática do Congo – "estão classificados como locais de perseguição religiosa e outros 11 como países onde ocorre discriminação significativa que afeta a liberdade religiosa ou de crença”, refere a ONG católica.

“O Mundial reúne pessoas de todas as culturas, religiões e nações”, mas é “também uma oportunidade para sensibilizar para os desafios que milhões de pessoas em todo o mundo ainda enfrentam no exercício do seu direito fundamental à liberdade de religião ou de crença”, acrescentou Marta Petrosillo, citada no comunicado.

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