A - AZZEDINE OUNAHI
Grande figura de Marrocos nos oitavos de final, ao conseguir um bis no triunfo sobre o coanfitrião Canadá por 3-0, numa formação africana que mostrava qualidade para poder repetir 2022, quando foi a equipa sensação, ao chegar às meias-finais.
Nos quartos, o conjunto marroquino não deu, porém, o mínimo de luta à França (0-2), só defendeu, parecendo derrotado desde início. Um adeus dececionante, para uma equipa que mostrou outros craques, como Saibari, El Aynaoui ou El Khannouss.

B – Bota de ouro, MBAPPÉ, KYLIAN
Foi o rei dos golos, ao fechar a prova com 10, registo que não se via desde 1970, por intermédio do alemão Gerd Müller, e que o colocou na liderança dos marcadores da história dos Mundiais, com 22, no mesmo número de jogos.
Eleito Bola de bronze, como terceiro melhor jogador da prova, atrás do espanhol Rodri e do argentino Lionel Messi, não conseguiu, porém, o título, ao cair nas meias, face à Espanha, depois de uma época 2025/26 também em branco no Real Madrid.
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C – CRISTIANO RONALDO
Tornou-se o primeiro jogador da história a marcar em seis Mundiais, o melhor português, com 11 golos, ultrapassando, finalmente, o rei Eusébio, e o segundo a alinhar em seis edições, mas não aproveitou a despedida para deixar a sua marca.
Aos 41 anos, bisou face ao modesto Uzbequistão (5-0), soltando um prematuro i’m back, e marcou de penálti à Croácia (2-1) o seu primeiro golo a eliminar, à nona tentativa, mas não justificou, sequer, a titularidade na seleção lusa.

D – DEMBÉLÉ, OUSMANE
Num conjunto com Kylian Mbappé e Michael Olise, com o qual formou um trio ofensivo letal, o detentor da Bola de Ouro também teve espaço para brilhar, acabando a prova com seis golos (quinto melhor marcador) e duas assistências.
Como os seus companheiros de equipa, não conseguiu tirar qualquer coelho da cartola na meia-final com a Espanha (0-2) e, por isso, teve de contentar-se com o jogo de consolação, no qual foi suplente e ainda marcou o último golo gaulês.

E – ERLING HAALAND
Autor de sete golos, entre os quais os dois que derrubaram o Brasil (2-1) nos oitavos, foi a incontornável figura de uma enorme Noruega, que, no regresso aos Mundiais 28 anos depois, conseguiu a sua melhor prestação de sempre.
O avançado do Manchester City somou mais dois bis, a Iraque (4-1) e Senegal (3-2) e marcou ainda o golo da vitória face à Costa do Marfim (2-1), nos 16 avos, ficando em branco apenas do desaire após prolongamento com a Inglaterra (1-2), nos quartos.
F – FOLARIN BALOGUN
Acabou a competição com três golos, mas não foi por isso que o seu nome entrou para a história da competição, mas pelas piores razões, ao ser titular face à Bélgica (1-4), nos oitavos, depois de ser expulso nos 16 avos face à Bósnia-Herzegovina (2-0).
O que a FIFA fez, despenalizando Balogun, depois de um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi batota, sem aspas, aos olhos de um mundo incrédulo, ou talvez não, a assistir, mas, felizmente, a Bélgica encarregou-se de fazer justiça.
G – GILL, ORLANDO
Foi o herói do Paraguai, ao parar os remates de Kai Havertz e Nick Woltemade no desempate por penáltis com a Alemanha (4-3), que fez com que a formação sul-americana tenha conseguido o resultado mais surpreendente dos 16 avos de final.
Nos oitavos, voltou a estar em grande plano e só foi batido pela França (0-1) de grande penalidade: aos 70 minutos, Kylian Mbappé marcou o único golo do encontro, depois de uma falta na área sobre Désiré Doué.

H – HARRY KANE
Deu sequência a um excelente percurso no Bayern Munique e fechou a época 2025/26 com 73 golos, em apenas 65 jogos, depois dos seis apontados no Mundial-2026, mesmo sem ter atuado no jogo louco (6-4 à França) que deu o bronze à Inglaterra.
Colocou-se no sexto lugar dos melhores marcadores da história dos Mundiais, com 13 golos, ao lado do francês Just Fontaine e à frente do rei Pelé, e foi um dos grandes responsáveis pela segunda melhor prestação de sempre dos três leões.

I – ISMAÏLA SARR
O jogador do Crystal Palace terminou a prova com quatro golos, em outros tantos encontros, tornando-se o melhor marcador africano de sempre numa só edição, ao repetir o feito do camaronês Roger Milla, que tinha apontado quatro em 1990.
Bisou no desaire por 2-3 com a Noruega, marcou no 5-0 ao Iraque e apontou o 2-0 face à Bélgica, nos 16 avos, no que parecia ser o golo da tranquilidade, mas acabou por nada servir, já que os belgas ganharam por 3-2, após prolongamento.
J – JUDE BELLINGHAM
Médio de origem, atou nas costas de Harry Kane ao longo de toda a competição e acabou, sensacionalmente, como o terceiro melhor marcador da prova, com sete golos, entre os quais o que selou o 6-4 à França no jogo do bronze.
Marcou mais golos no Mundial do que na La Liga 2025/26 (seis, em 28 jogos) e ficou apenas atrás de Kylian Mbappé (10) e Lionel Messi (oito), merecendo destaque os bis ao México (3-2, nos ‘oitavos’) e à Noruega (2-1 após prolongamento, nos quartos).
K – KEVIN DE BRUYNE
Aos 35 anos, o categorizado médio do Nápoles, onde ingressou em 2025/26 após 10 épocas no Manchester City, terá feito a sua despedida dos Mundiais, conduzindo a Bélgica até aos quartos de final, fase em que acabou eliminada pela Espanha (1-2).
O golo de De Ketelaere, único sofrido pelos novos campeões em toda a prova, foi insuficiente para chegar mais longe, numa prova em que o médio belga conseguiu um golo, em cinco jogos, na goleada à Nova Zelândia (5-1).
L – LIONEL MESSI
Numa edição em completou 39 anos, foi a grande figura da prova, ao totalizar oito golos e quatro assistências, conduzindo a Argentina até à final, na qual só conseguiu aparecer na parte final do prolongamento com a Espanha (0-1).
Aquela que foi a última imagem em Mundiais não foi o que queria, pois já sonhava com o bis, mas deixa a competição como o jogador com mais contribuições para golo (21 golos e 12 assistências), mais jogos (34) e mais vitórias (23).

M – MODRIC, LUKA
Aos 40 anos, voltou a mostrar toda a sua qualidade ímpar no meio-campo da Croácia, sendo titular nos quatro jogos da formação que acabou por cair face a Portugal, num equilibrado jogo dos 16 avos (1-2) que os croatas poderiam perfeitamente ter vencido.
Não marcou e só fez uma assistência, mas o seu futebol sempre foi muitíssimo mais do que números: é como ver a classe personificada num jogador, que desta vez não saiu tão feliz como em 2018 (finalista vencido) e 2022 (terceiro classificado).

N – NEYMAR JR.
Chegou ao Mundial-2026 lesionado, depois de uma convocatória polémica, e só teve direito a pouco mais de meia hora, em dois jogos, naquela que, aos 34 anos, deverá ter sido a sua última presença na principal competição do planeta.
Entrou aos 76 minutos do jogo com a Escócia (3-0), na fase de grupos, e aos 67 do embate com a Noruega (1-2), dos oitavos, que ditou mais um prematuro adeus do Brasil, num jogo em que pouco ajudou, acabando com um golo, de penálti, que nada valeu.
O – OLISE, MICHAEL
O jovem jogador do Bayern Munique, de 24 anos, foi o rei das assistências, ao fechar a prova com sete, um novo recorde na história dos Mundiais, superando as seis do brasileiro Pelé em 1970, quando chegou ao tri, há 56 anos.
Olise, que já se tinha destacado neste arte na Bundesliga 2025/26 (19), bisou assistências face a Iraque, Suécia e Inglaterra, somando ainda uma face ao Senegal, num trajeto em que só faltaram os golos – desperdiçou muitas oportunidades.

P – PUERTA, GUSTAVO
Aos 22 anos, o médio do Racing Santander, que ganhou em 2025/26 a LaLiga 2, foi uma das principais figuras da Colômbia, vice-campeã sul-americana em título, que saiu da prova sem sofrer qualquer derrota nos 90 ou 120 minutos.
Foi o esteio do meio-campo dos cafeteros, que venceram o Grupo K, no qual estava Portugal, e depois afastaram o Gana, de Carlos Queiroz, antes de tombarem perante a Suíça, nos penáltis (3-4). Só falhou os últimos 10 minutos do primeiro jogo.
Q – QUIÑONEZ, JULIÁN
Melhor marcador do campeonato da Arábia Saudita em 2025/26, com 33 golos, em 31 jogos, ao serviço do Al-Qadisiya, o possante avançado foi a referência ofensiva dos mexicanos, acabando a prova com quatro golos, entre os quais o primeiro da edição 23.
O jogador de 29 anos marcou à África do Sul (2-0), no jogo inaugural, e à República Checa (3-0), na fase de grupos, ao Equador (2-0), nos 16 avos, e à Inglaterra (2-3), não evitando, porém, o adeus nos mexicanos nos oitavos.
R – RODRI
Líder do meio-campo da Espanha, numa edição em que recuperou a forma que lhe valeu a Bola de Ouro do France Football de 2024, foi eleito o melhor da prova, uma distinção que premeia um setor chaves dos novos campeões.
Os espanhóis manietaram por completo a Argentina na final, só lhe concedendo algo depois de se colocarem em vantagem, aos 106 minutos, após já terem surpreendido a França, que era apontada como a principal candidata ao título, nas meias-finais (2-0).
S – STEPHEN EUSTÁQUIO
Foi o herói do coanfitrião Canadá, ao marcar o golo da vitória no primeiro de jogo de sempre do país em jogos a eliminar em Mundiais, ao faturar aos 90+2 minutos do encontro com a África do Sul (1-0), o primeiro dos inéditos 16 avos de final.
Os canadianos, que entraram para a competição com seis derrotas em seis jogos nas duas anteriores participações, foram até aos oitavos de final, nos quais perderam por claros 3-0 com Marrocos, o que não inviabilizou a sua melhor participação de sempre.

T – TORRES, FERRAN
Foi o autor do 308.º e último golo da longa edição 2026 do Mundial, que teve um total de 104 jogos, e entra para a história como o jogador que deu a segunda estrela à Espanha, seguindo as pisadas do Andrés Iniesta (2010).
O jogador do Barcelona, de 26 anos, entrou em campo aos 62 minutos, substituindo Oyarzabal (melhor marcador da Espanha, com cinco golos), e decidiu a final já aos 107 minutos, com um remate indefensável, mesmo para o argentino Dibu Martínez.
U – UNAI SIMÓN
A baliza da Espanha era um lugar polémico, com muitos a exigir Joan García, depois da sua grande época no Barcelona, mas Luis de la Fuente não vacilou na aposta em Unai Simón e este deu-lhe razão, saindo da prova com a Luva de ouro.
Ter à frente jogadores com Cubarsí (eleito melhor jovem), Laporte e o Bola de Ouro Rodri ajudou, mas o guarda-redes do Athletic, de 29 anos, fez a sua parte, acabando a prova com um mísero golo sofrido, em oito jogos.
V – VOZINHA (JOSIMAR JOSÉ ÉVORA DIAS)
O guarda-redes de 40 que atuou nas duas últimas épocas ao serviço do Desportivo de Chaves foi uma das grandes figuras da prova, passando do anonimato para a ribalta mundial logo na estreia, ao segurar o nulo de Cabo Verde face à Espanha.
Nunca mais passou despercebido depois desse jogo, mas não acusou a pressão e foi uma das grandes estrelas da melhor seleção estreante, que só caiu no prolongamento face à Argentina (2-3), num jogo em que Vozinha parou Messi num mano a mano.
X - XHAKA, GRANIT
Aos 33 anos, foi o grande capitão de uma Suíça que conseguiu em 2026 uma das suas melhores prestações de sempre em Mundiais, ao voltar, 72 anos depois, aos quartos de final, fase na qual só tinha estado em 1934, 1938 e 1954.
Depois de eliminarem Argélia e Colômbia, complicaram muito a vida à Argentina (1-3 após prolongamento), ficando a sensação de que poderiam ter chegado pela primeira vez às meias se Embolo não se tivesse expulso aos 72 minutos, logo após o 1-1 de Ndoye.
Y – YAMAL LAMINE
Depois de ter sido campeão europeu aos 17 anos, sagrou-se campeão mundial aos 19, mas o Mundial-2026 não foi, certamente, o que esperava, pois passou um pouco ao lado da prova, ficando-se por um golo e nenhuma assistência.
Teve os seus momentos, algumas jogadas de que só ele é capaz, mas ficou muito longe do que fez ao longo da época 2025/26 pelo Barcelona, tendo pagado caro o facto de ter chegado à prova a recuperar de uma lesão.
W – WIRTZ, FLORIAN
É uma das grandes referências da atual Alemanha, mas, apesar dos seus esforços, não conseguiu evitar que a seleção tetracampeã mundial falhasse pela terceira edição consecutiva, depois do título de 2014, os oitavos de final.
Acabou a prova sem golos, mas com três assistências, incluindo a que proporcionou a Kai Havertz o empate (1-1) com o Paraguai, que, depois, viria a vencer no prolongamento, com a Alemanha a cair nos 16 avos, após tombar na fase de grupos em 2018 e 2022.

Z – ZICO, MOSTAFA
Juntamente com Mohamed Salah e Haissen Hossan, fez tremer a Argentina nos quartos de final, especialmente quando, aos 67 minutos, apontou o 2-0, que, depois, os campeões em título tiveram imensa dificuldade em inverter (2-3).
A classe do 11 do Egito, a remeter para o 10 do Brasil de 1982, fez furor, num conjunto africano que, pela primeira vez na história, conseguiu vencer um jogo a eliminar nos Mundiais, ao superar a Austrália nos 16 avos, nos penáltis.
