Mundial-2026: Restaurantes dos EUA impõem suplemento específico para gorjetas aos empregados de mesa

Um bar em Brooklyn, Nova Iorque
Um bar em Brooklyn, Nova IorqueCHARLY TRIBALLEAU / AFP

Teme-se que os estrangeiros não conheçam o hábito nos Estados Unidos de atribuir uma gratificação entre 18 e 25% no final de almoços e jantares, mas também do café e das noites nos bares de todo o país.

Um suplemento Mundial aparece nas contas de muitos restaurantes nos Estados Unidos. Com receio de que os turistas não conheçam o hábito de deixar uma gorjeta entre 18 e 25% no final das refeições, mas também do café no bar, os proprietários dos restaurantes tomam precauções e incluem-na diretamente na conta para garantir que os seus funcionários beneficiem do torneio.

Na Europa e em muitos outros países, o custo do serviço está incluído na conta e a gorjeta é considerada opcional. Nos Estados Unidos, porém, os empregados de mesa vivem das gorjetas: o seu salário mínimo é de 2,13 dólares por hora e a gorjeta faz toda a diferença no final do mês.

Além disso, a lei determina que os empregadores são obrigados a cobrir a diferença caso as gorjetas dos clientes não sejam suficientes para garantir ao empregado de mesa o salário mínimo integral previsto pela cidade ou pelo estado onde trabalha.

É precisamente esta diferença cultural que está a levar as organizações do setor a aconselhar os seus associados nas cidades anfitriãs do Mundial-2026 a aplicar um suplemento específico durante toda a competição. O custo extra ajuda a evitar polémicas e discussões embaraçosas, bem como um abrandamento do serviço.