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Não dá para ignorar que os números do avançado do Manchester City impressionam. A vaga para o Mundial da América do Norte chegou após uma campanha avassaladora.
A Noruega terminou seis pontos à frente da Itália, com vitórias contundentes sobre a tetracampeã: 3-0 em casa e 1-4 fora. Venceu as oito partidas do grupo, feito igualado apenas pela Inglaterra. Com 37 golos marcados, teve o ataque mais produtivo das Eliminatórias Europeias.
Haaland contribuiu com 16 golos em oito jogos. Logo atrás vieram Alexander Sorloth, com cinco golos em oito partidas, o nem sempre titular Thelo Aasgaard, que marcou cinco vezes em apenas quatro jogos, e Antonio Nusa, autor de dois golos em seis aparições.
Atuando pela esquerda e sempre disposto ao drible, o jovem de 21 anos do RB Leipzig e fã declarado de Neymar desponta como um dos candidatos a surpresa da equipa norueguesa.
Solidez defensiva e transições rápidas
O flexível 4-3-3 do pragmático Stale Solbakken (suplente da seleção no Mundial de 1998, quando a Noruega venceu o Brasil por 2-1) é estruturado a partir da solidez defensiva e de transições rápidas para assistir os seus atacantes. Nesse contexto, ganha importância a visão de jogo de Martin Odegaard, capitão do Arsenal.
Outro pilar da equipa é o médio Sander Berge, do Fulham. No empate 1-1 com Marrocos, no último particular antes do Mundial, foi considerado o melhor jogador em campo e reforçou o seu papel como elemento de equilíbrio da seleção norueuguesa. Principalmente, na proteção da defesa.
Apesar da busca por consistência, os jogos recentes apontaram algumas dificuldades na saída de bola. Na baliza, Orjan Nyland chega como titular. Convocado para a seleção desde 2013, atuou mais vezes pela Noruega do que pelo Sevilha na temporada europeia mais recente.

Lembranças dos anos 90
A Noruega disputará o Mundial pela quarta vez. As participações anteriores ocorreram em 1938, 1994 e 1998. Na última delas, em França, a equipa avançou invicta pela fase de grupos, após empates com Marrocos e Escócia, e a histórica vitória por 2-1 sobre o Brasil.
A campanha terminou nos oitavos de final, com derrota por 1-0 com a Itália. Sobre o Brasil, inclusive, nos quatro jogos da história entre as duas seleções, sendo outros três particulares, os brasileiros nunca venceram.
O plantel atual reúne três jogadores filhos da geração que disputou o Mundial de 1994. Alf-Inge Haaland, pai do astro do Manchester City, foi o lateral-direito titular da Noruega nos Estados Unidos.
Goran Sorloth, pai de Alexander Sorloth, também integrou aquele grupo. Suplente, entrou na última partida da seleção na competição. Assim como o filho, atuava como avançado.

O terceiro caso é o de Kristian Thorstvedt. O seu pai, Erik Thorstvedt, foi o guarda-redes titular da Noruega em 1994. Kristian foi opção frequente no banco de suplentes durante os particulares preparatórios para o Mundial.
Os três confrontos da fase de grupos, contra Iraque (16/6), Senegal (22/6) e França (26/6), serão inéditos em Mundiais. A estreia diante dos iraquianos marcará o primeiro encontro entre as duas seleções sob quaisquer circunstâncias.
