Mundial-2026: Yassine Bounou afirma que a confiança de Marrocos será decisiva na competição

Yassine Bounou, guarda-redes de Marrocos
Yassine Bounou, guarda-redes de MarrocosReuters / Siphiwe Sibeko

O guarda-redes da seleção de Marrocos, Yassine Bounou (Bono), garantiu que a qualidade dos jogadores do seu plantel servirá de inspiração quando iniciarem a sua campanha no Mundial-2026, no sábado, 13 de junho.

Os Leões do Atlas vão defrontar o Brasil na sua estreia no MetLife Stadium. Além do Brasil, Marrocos, que ficou inserido no Grupo C, vai também medir forças com Haiti e Escócia.

Marrocos conseguiu qualificar-se para a fase final do Mundial em sete ocasiões: 1970, 1986, 1994, 1998, 2018, 2022 e 2026.

A sua melhor prestação foi em 2022, quando terminou em 4.º lugar, tornando-se assim na primeira nação africana e árabe a chegar a uma meia-final de um Mundial.

Durante a edição de 2022, Marrocos assinou a melhor campanha de sempre de uma equipa africana na história do Mundial. Venceu a Bélgica, a Espanha e Portugal para chegar às meias-finais, terminando finalmente na 4.ª posição.

Qualidade de Marrocos mantém-se

De regresso à edição de 2026, o experiente Bounou, que vai liderar a equipa, acredita que os Leões do Atlas vão realizar uma boa campanha.

"A qualidade dos jogadores continua presente" afirmou Bounou à FIFA.

"A mentalidade certa também estará lá porque é um Mundial, e todos os jogadores sonham em disputá-lo. Para alguns, poderá ser a última vez. Para outros, será a sua estreia", acrescentou.

Sobre se Marrocos tem hipóteses de vencer o Mundial, Bounou comentou: "Sejamos realistas: há seleções que partem como favoritas em relação a nós. Da nossa parte, estamos neste caminho de crescimento desde 2022, por isso tentemos continuar assim. Depois disso, ninguém sabe até onde podemos chegar."

Bounou acrescentou: "Sentimos que continuamos a ser respeitados, e isso deve dar-nos confiança. Penso que agora temos uma fé que talvez antes não sentíssemos, enquanto seleção africana."

Marrocos quer fazer história

Recordando a edição de 2022 no Catar, Bounou, que joga no Al Hilal da Saudi Pro League, afirmou: "Em 2022, o ambiente foi verdadeiramente incrível. Todos estávamos determinados a deixar marca na história do futebol marroquino e africano."

Bounou não baixou o nível. Nos seus últimos 37 jogos pela seleção, o guarda-redes do Al Hilal sofreu apenas 14 golos, com uma média de 0,37 golos por encontro.

"Provavelmente agora estou um pouco melhor preparado mentalmente, graças à minha experiência. O meu principal objetivo é encarar a competição com verdadeiro prazer, dar tudo e, acima de tudo, não ficar com qualquer remorso", garantiu o antigo guarda-redes do Sevilha.

"No Mundial-2026, Marrocos voltará a deixar marca no futebol mundial. Tenho a certeza de que o povo marroquino se sentirá orgulhoso e satisfeito com a equipa. Oxalá possamos alcançar algo realmente grande outra vez, como fizemos em 2022", concluiu.

Marrocos estreou-se no palco mundial no Mundial do México-1970. Apesar de ter caído na fase de grupos, conseguiu um meritório empate 1-1 frente à Bulgária e mostrou que podia competir contra seleções consolidadas.

Depois de defrontar o Brasil, Marrocos vai jogar com a Escócia no estádio de Boston, a 19 de junho, antes de fechar a fase de grupos frente ao Haiti no Mercedes-Benz Stadium de Atlanta, a 24 de junho.