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Hoeneß apoia a UEFA e avisa FIFA que uma competição sem a Europa "não vale para nada"

Uli Hoeneß
Uli HoeneßALEXANDER HASSENSTEIN / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Uli Hoeneß considera que o acordo de investimento planeado pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, está condenado ao fracasso após o boicote anunciado pela UEFA.

"Pessoalmente, penso que os europeus ainda não têm consciência da força que realmente possuem. Uma competição sem europeus não vale para nada", afirmou o presidente honorário do Bayern Munique à margem do estágio de pré-época. "Se os europeus estiverem realmente unidos e trabalharem de forma consequente, o senhor Infantino não conseguirá levar este plano avante".

Na quinta-feira, 30 de julho, as 55 federações nacionais da UEFA acordaram boicotar todos os torneios da FIFA caso a organização mundial avance com o seu plano de vender participações do Mundial a investidores privados. Segundo vários meios de comunicação, Infantino terá dado às federações-membro um prazo para aceitarem a proposta até 19 de setembro.

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Europa tem o controlo da situação?

As federações estão a ser aliciadas com grandes quantias de dinheiro e com a promessa de um Mundial ainda maior. Bastaria uma maioria simples para aprovar os planos. Um boicote da UEFA poderia abalar seriamente os planos de Infantino.

Hoeneß recordou, no meio do debate, o antigo grupo G-14, uma associação de clubes europeus de elite fundada em 1998 para defender os interesses dos clubes perante a UEFA e a FIFA.

"Com o G-14, na altura, também conseguimos que a UEFA se sentasse à mesa para negociar com os clubes, conseguimos obter muito mais dinheiro e muito mais reconhecimento para as grandes equipas", salientou Hoeneß. "E é algo semelhante que imagino agora. Que as federações e os países que são importantes no mundo, e para mim esses são sobretudo os europeus, estejam unidos. E se estiverem unidos, isto não avançará".