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Em comunicado em resposta à intenção do organismo regulador do futebol mundial de vender participações dos campeonatos do mundo a investidores privados, a estrutura representativa dos futebolistas defendeu que "iniciativas desta importância exigem transparência, processos claros e um envolvimento significativo daqueles que têm um interesse legítimo no futuro do futebol profissional".
O sindicato lembrou que, como trabalhadores, os atletas são "partes interessadas fundamentais" e que as decisões relativas à governança internacional têm inevitavelmente implicações no ambiente em que jogam e competem.
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"A FIFPro espera, por isso, que propostas desta importância sejam discutidas de forma aberta e transparente, com o envolvimento significativo dos representantes dos jogadores e das outras partes interessadas relevantes. À medida que as reações em toda a comunidade do futebol se intensificam, a FIFA tem a responsabilidade específica de unir o setor do futebol, em vez de o dividir. Decisões desta importância devem ser tomadas através de um processo genuíno e inclusivo, e não por meio de ultimatos", sustentou a organização.
A estrutura internacional lembrou os passos dados recentemente com a FIFA para fortalecer a governança conjunta - como a assinatura de um Memorando de Entendimento e a criação de uma Plataforma Global de Diálogo Social -, defendendo que tais mecanismos refletem princípios essenciais de "critérios objetivos e desenvolvimento coletivo" que devem aplicar-se a todo o futuro do futebol profissional.
A posição da FIFPro surge num momento de crescente contestação internacional à proposta apresentada, pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, que prevê a angariação de até 4,2 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) com a entrada de capital privado na gestão das suas provas.
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A contestação conta já com a oposição formal da Associação de Ligas Europeias (EL) - que criticou a "opacidade" do processo -, da UEFA, que anunciou que as suas 55 federações-membro vão boicotar as competições da FIFA caso a proposta não seja abandonada e da CONCACAF, que juntou a sua oposição ao projeto, embora não fale ainda de eventuais boicotes.
O jornal britânico The Times avançou na quarta-feira que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, deu um prazo de 53 dias às 211 federações-membro, entre as quais a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), para aceitarem o modelo, a troco de alguns milhões de euros.
Para operacionalizar o projeto, a FIFA está a trabalhar com o banco J.P. Morgan, surgindo entre os potenciais investidores a Thrive Capital, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, que é genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
