Número do Jogo: França é letal em goleada sobre a Noruega que teve mais golos esperados (xG)

França supera estatísticas e vence Noruega por 4-1
França supera estatísticas e vence Noruega por 4-1 ČTK / imago sportfotodienst / Paul Terry

A Noruega teve mais golos esperados do que a França (1,69 xG contra 1,31), mesmo com menos posse e remates. Com base nos dados da Opta, a seleção escandinava criou mais perigo do que os bleus. O futebol, porém, não se decide no xG: no marcador real, o resultado foi de 4-1 para os franceses.

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A diferença passa pela posse de bola e pelo volume de remates: a França teve 56,8% contra 43,2% da Noruega, e finalizou 18 vezes contra 10 dos escandinavos. Mesmo assim, foi a Noruega quem produziu o xG mais alto da partida, um sinal de que, quando teve a bola, soube criar perigo de verdade.

Jorgen Strand Larsen, sozinho, acumulou 1,04 de xG, mais do que qualquer jogador francês. Michael Olise, o melhor de França nesse quesito, somou 0,34; Ousmane Dembélé, autor do hat-trick, teve apenas 0,29; e Kylian Mbappé, dono de duas assistências, fechou com 0,28.

A explicação está num nome: Dembélé, o Bola de Ouro. O atacante francês marcou três vezes em 25 minutos, aos 07', aos 20' e aos 32', assistido por Mbappé duas vezes e Tchouaméni na terceira, e converteu oportunidades de xG modestos em golos com muita eficiência.

Antes da meia hora de jogo, a França já vencia por 3-0 sem que o marcador de probabilidades sugerisse algo parecido. A Noruega ainda respondeu. Thelo Aasgaard descontou aos 21 minutos, com assistência de Andreas Schjelderup, naquele que foi o único golo em que o xG escandinavo realmente converteu.

Mas o resto da produção ofensiva norueguesa, incluindo as oportunidades de Strand Larsen, Oscar Bobb e do próprio Aasgaard, ficou pelo caminho, batendo na trave do volume sem nunca repetir a precisão do tento de honra.

Désiré Doué ainda fechou a conta aos em tempo de descontos, com assistência de Bradley Barcola, recém-entrado em campo, consolidando a vitória. A França converteu 4 golos com 1,31 de golos esperados (xG), um aproveitamento de quase 300% sobre o previsto. A Noruega, com xG superior, converteu apenas 1.

Às vezes o futebol ignora completamente os seus próprios modelos. Neste jogo, em Boston, quem teve a bola mais perigosa nas estatísticas viu o adversário fazer o que realmente interessa: colocar a bola dentro.

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