Infantino, que procura ser reeleito, enfrentou uma revolta aberta depois de três confederações — UEFA, AFC e CONCACAF — terem criticado a sua conduta e pedido a sua demissão após a tentativa falhada de trazer investimento privado para as competições da FIFA, incluindo o Mundial.
No entanto, Motsepe considera que deve caber a todos os membros da FIFA decidir se Infantino permanece presidente no 77.º Congresso da organização, em Rabate, Marrocos, a 18 de março.
"As eleições vão decorrer no próximo ano. Devemos permitir que esse processo siga o seu curso e deixar que os 211 membros decidam", afirmou Motsepe à Sky News na quarta-feira. "Se houver candidatos que queiram concorrer contra ele, apresentem os seus nomes. É isso que está correto.
"O que gosto de destacar é a união, a cooperação. Como é que continuamos a desenvolver e a fazer crescer o futebol no meio dos desafios que enfrentamos? Temos de lidar com esses desafios, resolvê-los e seguir em frente."
Motsepe considera que os líderes devem estar abertos ao escrutínio, mas afirma que a FIFA tem processos estabelecidos para lidar com queixas.
"Se eu, enquanto presidente, agir de forma que não respeite o devido processo ou a boa governação, devo ser sujeito a questionamento e responder a essas perguntas. Se alguém tiver um problema com qualquer pessoa, seja com o Gianni ou com outro, siga o processo da FIFA. E se quiserem afastá-lo, vão a eleições. É tão simples quanto isso", afirmou.
"Deixem que as 211 associações membros decidam. A votação vai mostrar se confiam nele ou não. Todos têm direito a um julgamento justo e a um tratamento equitativo. Todos devem ser ouvidos. O devido processo, a governação e a legalidade são inegociáveis."
Motsepe confirmou que Infantino continua a ter o apoio da CAF: "Ele tem sido leal ao futebol africano. Conta com o apoio de África".
