LaLiga: Barcelona passa em Pamplona (1-2) e fica a um passo do título

Ferran celebra o segundo golo do Barcelona
Ferran celebra o segundo golo do BarcelonaREUTERS/Vincent West

Um golo de Lewandowski e outro de Ferran, ambos já na reta final, deixaram o Barcelona muito perto de revalidar o título de Liga. A equipa blaugrana sofreu bastante, encontrando pela frente um Osasuna resistente, que conseguiu manter a sua baliza inviolada durante 80 minutos e que, mesmo depois do 0-2, ainda reduziu distâncias por intermédio de Raúl García. Agora, tudo depende do Real Madrid para que os catalães possam ser campeões já este domingo: se não vencerem o Espanyol, terão de fazer guarda de honra no Clássico.

Osasuna 1-2 Barcelona

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Para ser campeão já este fim de semana, a primeira condição era vencer em El Sadar. Ainda assim, Flick preferiu não arriscar com Raphinha, deixando-o no banco e apostando no trio Roony-Lewandowski-Olmo para tentar ultrapassar o muro que Lisci ia montar em torno de Sergio Herrera. O guião era conhecido até pelo menos atento: posse e paciência do Barcelona, bolas longas e contra-ataques de um Osasuna com ambições europeias.

Foram mesmo os anfitriões a criar perigo primeiro, mas Cubarsí esteve atento e não permitiu que Raúl Moro o ultrapassasse, tal como Gerard Martín conseguiu travar Budimir. Pelo meio, Lewandowski respondeu com um remate por cima já dentro da área. Logo a seguir, Roony tentou a sorte de fora da área, mas o guarda-redes defendeu com segurança. Eram os primeiros remates às balizas até que, já depois da meia hora, surgiram as verdadeiras oportunidades.

O golo esteve quase a surgir para o Barça num canto que mais pareceu um jogo de pinball. Pelo futebol jogado, sem ritmo, não chegava. E, além disso, perdia demasiadas bolas, permitindo ao Osasuna sair em transição. Budimir quase aproveitou em duas jogadas consecutivas. Primeiro, com uma ação ‘maradoniana’ que só o poste impediu de ser coroada; e logo depois, com um remate de pé esquerdo, típico do avançado, que obrigou Joan García a esticar-se ao máximo.

Flick não gostou do que viu, mas após o intervalo ainda deu mais uma oportunidade aos titulares. E estes corresponderam. Só a altura de Catena, e algum milagre, impediram Dani Olmo de inaugurar o marcador. Era um Barça mais profundo, vertical e intenso, a pressionar o adversário sem parar. No entanto, à passagem da hora de jogo, Herrera continuava a manter a baliza fechada. O treinador catalão procurou então a solução com uma tripla substituição: Ferran, Rashford e De Jong entraram em campo.

Houve mais presença na área navarra, mas também mais espaço para explorar nas costas. Numa dessas jogadas, Rubén García assustou, mas Joan García voltou a brilhar e negou-lhe o golo. Foi apenas um aviso. O Barça retomou o controlo e, apesar de demorar, encontrou o caminho para o objetivo. Um cruzamento de Rashford, hoje a jogar como extremo direito, e um cabeceamento imparável de Lewandowski fizeram o 0-1.

A euforia tomou conta dos catalães. E ainda aumentou quando Ferran cravou os dentes na baliza do Osasuna, fazendo o 0-2 após passe de Fermín. O Tubarão recuperou o faro goleador no momento mais oportuno.

Mas o Osasuna não desiste facilmente, nem chegou ao rush final da época com hipóteses europeias por acaso. E quando os adeptos visitantes já cantavam ‘campeões, campeões’, Raúl García de Haro reduziu para 1-2 aos 89 minutos. El Sadar levantou-se, acreditando no empate. No entanto, não conseguiu e o Barça está a um passo de voltar a conquistar o título de Liga.

Os números da partida
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