Recorde as incidências do encontro
Os merengues venceram por 1-2 graças aos golos do jovem da formação Mario Rivas e do recém-chegado Carlos Espí, que aumentou a vantagem no início de uma segunda parte em que também marcou Kenan Kodro, filho do mítico avançado e jogador com uma longa carreira em vários clubes do futebol espanhol. Foi assim que o português analisou o encontro:
Adversário: "Antes de mais, quero agradecer ao Ferencváros por este excelente treino. Eles já disputaram cinco jogos da Liga Europa, mais alguns do campeonato, e nota-se que têm uma intensidade de jogo elevada. Gostei mais da primeira parte do que da segunda. Não me surpreende, a primeira é uma equipa com a qual temos vindo a trabalhar e já jogámos alguns jogos antes, há mais ligação entre os jogadores que estavam em campo. Tivemos um controlo muito bom".
Análise da segunda parte: "Também mudámos a posição do Endrick e perdemos um pouco da organização do jogo, mas mais importante do que fazer tudo bem é também cometer alguns erros que me permitem pensar em conjunto com os jogadores, analisá-los e melhorar sempre. Um exemplo muito simples: num jogo de Liga, se estás a ganhar 2-1 ao minuto 47, não fazes um passe vertical, não perdes a bola e não acabas o jogo com uma falta perigosa, como aconteceu. Aos 47', tens de saber o que fazer. Todos esses pequenos erros que se acumulam nestes jogos são positivos para mim".
Minutos para Vinícius: "O mais importante é a renovação. É uma alegria para ele e para todos nós. Tanto Bernardo Silva como ele tiveram poucos treinos. Os outros fizeram mais umas semanas e entram no jogo já a sentir nas pernas o cansaço do trabalho que realizámos. Não esperava que o Vini Jr. hoje pegasse na bola a 50 metros e marcasse golo, é um processo. Seguramente, na próxima quarta-feira estará melhor e no domingo seguinte, na Alemanha, ainda melhor".
Estreia de Bernardo Silva: "É muito importante. É o tipo de rapaz a quem faz bem à cabeça não fazer nada nas férias, apresentou-se numa forma física bastante inferior e tem de evoluir. Mas é um jogador tremendo, dá-nos saída de bola se jogar mais recuado. Se atuar na posição 6 ou 8, oferece-nos uma grande saída de bola. Durante o jogo, percebi que lhe estava a faltar um pouco de força física e adiantei-o para 10, colocando o Cestero para dar mais estabilidade ali. A posição de 10 é outra em que o Bernardo Silva se sente confortável".
A polivalência do português, um valor acrescentado: "É um jogador que pode atuar em três ou quatro posições. Num plantel que queremos curto, diria que com 20 jogadores mais os lesionados que temos há algum tempo, como Militão, Rodrygo, Mendy, que não espero recuperar nas próximas semanas, precisamos de alguém que possa fazer o que o Bernardo Silva faz, ou seja, jogar em diferentes posições".
