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Mourinho: "Eu peço três meses, outros pedem 10 anos..."

José Mourinho
José MourinhoReuters

O treinador do Real Madrid falou na antevisão da deslocação de terça-feira (20:30) ao terreno do Elche, a propósito da realização da 6.ª jornada da LaLiga.

Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro

Jogo contra o Elche: "Gostava de ganhar, gostava de jogar bem e ganhar, nada mais. Espero que daqui a três meses estejamos melhor do que estamos hoje, mas não tenho nada de mágico para garantir que daqui a três meses vamos estar a um nível incrível. Em cada jogo e treino o objetivo é sempre melhorar. Quanto mais tempo de trabalho com um treinador, mais hipóteses há de se tornar mais forte".

A melhor versão de Vinicius: "A melhor versão é marcar. Obviamente, assistir é importante, é muito importante trabalhar para a equipa, a entrega, a solidariedade, o trabalho coletivo, o trabalho diário, que também é importante, e ele faz isso muito bem. Mas existe outro Vinicius, o Vinicius que eliminou o Benfica na época passada e que em jogos equilibrados, principalmente nos dois da fase a eliminar, uma oportunidade, um golo e vamos para casa. Está-lhe a faltar essa exibição de altíssimo nível, mas estou satisfeito com ele".

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O crescimento de Arda Güler: "Sobre a sua evolução há pessoas mais capacitadas do que eu para falar. Sobre como se transformou a nível físico. Mas para mim a qualidade é incrível, a visão, a decisão, a estabilidade que dá ao jogo da equipa, a criatividade. Para mim tem um potencial fantástico e já apresenta números muito interessantes. Existem análises mais profundas que fazemos internamente. Talvez, não quero ir tão longe e dizer top três vezes, mas sim top, top".

O lugar da equipa daqui a três meses: "Eu peço três meses, outros pedem 10 anos... Se calhar expliquei-me mal. O que quero dizer é que daqui a três meses quero estar melhor do que hoje, mas não tenho nada de mágico para que daqui a três meses estejamos a um nível incrível. Em cada jogo e em cada treino o objetivo é melhorar. Quando uma equipa está junta há mais tempo e trabalha mais tempo com um treinador tem mais capacidades para ser forte".

Manter a pressão alta durante todo o jogo: "Não acredito que seja possível pressionar alto durante 90 minutos. Não acredito, nem é o nosso perfil nem há muitas equipas no mundo que tenham esse perfil de o fazer durante 90 minutos. O que temos de saber fazer quando estamos altos é comportarmo-nos de acordo com isso. Quando estamos mais baixos temos de trabalhar de forma diferente para sermos uma equipa mais completa do ponto de vista defensivo, porque a equipa tem de saber fazer as duas coisas. Se me perguntas se gosto do bloco baixo, não gosto, mas há perfis de jogadores e de equipas mais adaptados a isso e o que eu não quero são contradições entre o que eu gosto mais e as qualidades dos meus jogadores, tentando encontrar algo que nos defina como equipa".

Tchouaméni ao serviço de França: "Não sei qual é a ideia do selecionador francês na paragem e é preciso respeitar a sua decisão. Também não sei o que seria melhor para ele, se ficar aqui a treinar ou ter minutos com a sua seleção. Provavelmente, o melhor será seleção com minutos controlados, evolução e não acumulação de minutos e esforços. Não falei com o Zidane, mas penso que é um homem com bom senso e que saberá fazer o melhor por ele. Que vá à seleção sem prejudicar o futuro do jogador. Sem falar, confio que o Zidane saberá fazer as coisas bem".

As últimas lesões de Tchouaméni
As últimas lesões de TchouaméniFlashscore

Prevenção de lesões: "Do passado conheço os números, não conheço o processo. Aqui estamos inseridos num plano global, normal, profissional, que é uma interação muito boa entre todos: jogadores, departamento técnico com pessoas que têm capacidade de prevenção, de reforço, de treinos individuais perante pequenos sinais, e um departamento médico muito envolvido nesta globalidade, com muito trabalho invisível. Os jogadores chegarem mais cedo não é um capricho meu, é trabalho e esse trabalho que se faz no ginásio antes do treino ou no início do treino no relvado. Quando os veem no relvado eles já têm 35 minutos de trabalho feito. Estamos a trabalhar bem e até agora temos tido números positivos. No outro dia, quando o Valverde saiu ao intervalo, fê-lo por prevenção, porque tem um pequeno problema. Com 0-0 teria continuado. Vamos ao limite do risco, mas com 3-0 vamos proteger o jogador. Também é preciso ter um pouco de sorte com lesões traumáticas. Isso é incontrolável".

Titularidade de Tchouaméni frente ao Elche ou ao Atlético: "Eu penso que mais minutos, sim. Sem dúvida, mais minutos do que com o Inter, que foram 10-15 e estávamos todos com dúvidas, até poderíamos ter ido aos 20-25. Diria que nos próximos jogos seguramente haverá mais, está cada vez melhor, cada vez mais forte, sente-se cada vez com mais confiança. Eu diria que amanhã (terça-feira), certamente jogará em algum momento, mas não estou em condições de dizer quanto tempo".

Lamine Yamal afirma que deve ser Bola de Ouro: "Não posso comentar as declarações de todos. Respeito as declarações de um jogador".

Valverde e Tchouaméni juntos: "Não. A forma como estamos a trabalhar é ter todo o plantel envolvido, que pensem que são úteis e vão ter minutos. Isso é importante, tem impacto na motivação e no trabalho diário. Nem sempre tem de ser 2+1, pode ser 1+2, podemos jogar com um 6 e dois 8. Independentemente de cada jogador há equilíbrios, movimentos e dinâmicas que não mudam muito a nível de jogo. São perfis diferentes: Camavinga, Tchouaméni, Bernardo, Valverde, Jude... Tentamos sempre encontrar equilíbrios sem nunca perder a nossa identidade, mas pensando nos problemas que os nossos adversários nos podem criar".

O que falta a Diomandé: "Não lhe falta nada. Em vez de estar no Madrid com este plantel, se estivesse noutra equipa com menos jogadores de alto potencial, certamente seria titular 90 minutos em todos os jogos. Mas quando digo isto do Diomandé, digo-o de todos. O plantel é forte, tem muitas opções. Um treinador que só olha para 10 jogadores e esquece os outros, ao longo da época perde combustível no motor e perde também a nível de motivação, a nível de competitividade interna. Se quiseres falar do Diomandé, então estamos a falar do Diomandé, do Vinicius, do Arda, do Brahim e em janeiro do Rodrygo. Essa coisa de titular indiscutível, como gostam muito da palavra, é difícil".

Semana com três jogos: "Seis conferências de imprensa numa semana. Digo-vos que noutros países permitiam-me poupar uma, permitiam-me, por exemplo, não estar aqui hoje ou não estar amanhã depois do jogo, mas seis conferências de imprensa numa semana… eu estou cansado de vocês e vocês estão cansados de mim. Eu digo sempre a mesma coisa e vocês já não têm mais perguntas para me fazer, mas aqui estamos porque é o nosso trabalho, o meu e o vosso. E aqui estamos seis numa semana. E o Elche e o Atlético de Madrid têm a mesma situação, porque nós temos os mesmos jogos. O Elche também jogou no sábado como nós. E o Atlético tem mais um dia para descansar, mas depois tem menos um dia entre o jogo com o Osasuna e o jogo de domingo. Se me disserem na próxima semana que de seis poupamos uma, eu trago aqui algo para petiscar e divertimo-nos um pouco".

Rotações no ataque: "Confio muito no conhecimento que o jogador tem de si próprio. Hoje é um dia importante. Só temos dois dias entre jogos e é importante perceber sensações, ouvir o departamento médico, os dados da sessão e entre hoje e amanhã decidir. Mas se puder e não houver nada de anormal, jogo com eles amanhã outra vez.

Nenhuma pergunta sobre os penáltis? Estranho, não?"