"Ninguém pode afirmar seriamente que um acordo é benéfico para as ligas nacionais se essas não conhecem o seu conteúdo. Estamos a falar de um pacto que não é público, que muito poucas pessoas conhecem e que há semanas não é explicado com transparência", escreveu o dirigente, na sua página na rede social X.
O comentário de Tebas ocorre um dia depois de o presidente da ECA e do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, ter assumido que o acordo entre Real Madrid e UEFA, para pôr termo ao projeto da Superliga resultou do “pensamento do que era melhor para o futebol”.
“Não sei se ajudei a trazer a paz, mas quero agradecer ao Real Madrid, ao seu presidente, ao Chelsea (…). Acho que todos ficaram a ganhar (…). Sei que Tebas não está muito feliz, mas creio que foi bom para todos. Se nos importamos com as ligas? Nós fazemos parte das ligas e todos queremos o mesmo”, referiu, na quinta-feira, Nasser Al-Khelaifi.
Na resposta, através das redes sociais, Javier Tebas criticou também a falta de transparência desse acordo, comentado que “se é realmente positivo para o futebol em geral, o lógico seria torná-lo público e permitir que as competições nacionais o analisassem”.
Além disso, o dirigente espanhol recordou ainda que a Liga espanhola de futebol “faz parte do processo judicial” com a Superliga, ao mesmo tempo que condenou o facto de a ECA “nem sequer ter aparecido”.
