Muitas figuras de renome ligadas ao Barça deslocaram-se ao Camp Nou para acompanhar de perto o evento, no qual o vice-presidente e secretário da Direção, Josep Cubells, procedeu à leitura da ata oficial de proclamação do presidente eleito e de constituição da nova Direção.
Entre os presentes mais destacados, o treinador alemão Hansi Flick ou o diretor-desportivo e antigo internacional português Deco. O primeiro está de férias, embora certamente esteja muito atento ao torneio que se disputa na América do Norte e a todos os movimentos que a sua equipa fizer no mercado, enquanto o ex-jogdor tem como principal missão este verão encontrar um substituto de confiança para Lewandowski.
Não só pessoas com cargos importantes atualmente marcaram presença: Joan Gaspar, que integrou a direção de Josep Lluís Núñez e depois foi presidente entre 2000 e 2003, foi outro dos convidados ilustres, juntamente com, por exemplo, Javier Tebas, principal responsável pela Liga e madridista assumido. E claro, não faltou um Rafa Yuste que, interino no cargo durante estes meses, cedeu a palavra ao grande protagonista do dia.
Recado aos "inimigos"
"Senhor Tebas, obrigado por estares aqui. Considero-te já um amigo depois de tudo o que vivemos. Já nos conhecemos há algum tempo. Agradeço que valorizes o esforço que estamos a fazer para termos o novo estádio, que será certamente o melhor da Europa e, acredito, do mundo, com 105.000 espetadores. Muito comercial e que nos irá gerar muito mais receitas para que o Comité Económico da Liga nos possa dar o fair play (financeiro). O objetivo é esse: fortalecer a economia", afirmou Laporta.
Tinha mudado radicalmente de tema, mas minutos depois voltou a dirigir-se a Tebas: "Lembro-me de ti quando falo da Liga, Javier. Quero reiterar o meu agradecimento. Somos hegemónicos na Liga. Tens no Barça o colaborador para promover a Liga espanhola em todo o mundo. A nível nacional e internacional. Tens-nos sempre para colaborar. Acho que já o demonstrámos. E vamos continuar assim. Sentimo-nos muito confortáveis".
"Acho que temos mais pontos de convergência do que de divergência. Mas quando houve divergências acabámos por entender-nos. Estamos orgulhosos da relação com a Liga. Temos uma equipa muito consistente, com muito percurso", destacou ainda, enquanto continuava a referir-se ao número 1 da LaLiga.
E não faltou a farpa ao Real Madrid e a Florentino Pérez, embora sem menção explícita desta vez.
"Acho que noutros âmbitos estão muito nervosos. E podem estar. Vejo que por vezes fazem conferências caricatas. Não têm o norte muito bem definido. Estão agora a fazer déjà vus. Nós, neste sentido, temos uma equipa mais consistente, com Hansi a comandar magistralmente estes jogadores que entusiasmam todo o barcelonismo e um plantel construído por Deco. O mercado hoje em dia não é fácil porque oscila, é um pouco uma montanha-russa", indicou.
Com La Masía como bandeira
Por outro lado, Laporta augurou um futuro muito promissor para o clube: "Estou convencido de que nos esperam anos apaixonantes". E tem razões para o otimismo: um projeto que parece cada vez mais consolidado, uma estrela emergente como Lamine Yamal, jogadores de altíssimo nível como Pedri González ou Fermín López, um Camp Nou cada vez mais perto de apresentar a sua melhor e renovada imagem... E um objetivo claro: conquistar a sexta Liga dos Campeões.
