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Rafa Mir, condenado por agressão sexual, deixa Sevilha e vai para futebol grego

Rafa Mir esteve cedido ao Elche
Rafa Mir esteve cedido ao Elche PEDRO SALADO / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O futebolista Rafa Mir, recentemente condenado a oito anos e meio de prisão por crime de agressão sexual, rescindiu esta quarta-feira o ano de contrato que tinha com o Sevilha para prosseguir a carreira na Grécia.

Segundo a EFE, o atleta, condenado em 15 de junho em primeira instância e que já prometeu recurso, teve de obter uma autorização do Tribunal Provincial de Valência para se mudar para Salónica, onde irá representar o Aris, devendo apresentar-se uma vez por mês no consulado espanhol da localidade grega.

O avançado espanhol de 29 anos, que em 2021 assinou pelo Sevilha, oriundo dos ingleses do Wolverhampton, por 16 milhões de euros, estava a treinar isolado desde o início da pré-época por não entrar nos planos do treinador Luis García Plaza: pelos andaluzes disputou 105 jogos oficiais em três épocas, nas quais marcou 24 golos.

Rafa Mir passou as duas últimas épocas cedido, primeiro ao Valência, em 2024/25, e na temporada passada ao Elche, que prescindiu dos seus serviços quando foi condenado pelo Tribunal Provincial de Valência.

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Em setembro de 2024, Rafa Mir, que jogava no Elche, foi detido por crimes de agressão sexual cometidos contra uma mulher, de 21 anos, defendendo, na altura, que as relações foram consentidas.

Estatísticas de Rafa Mir
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Outra mulher, de 25 anos, também apresentou queixa por agressão sexual contra o espanhol Pablo Jara, também futebolista e amigo de Rafa Mir, por factos ocorridos na madrugada em casa do futebolista, em Valência, horas depois de o quarteto se ter conhecido numa discoteca.

Jara foi condenado a dois anos de prisão pelos crimes de agressão sexual, contra a integridade moral e lesões leves.

O tribunal decretou ainda uma indemnização de 64 mil euros a favor da vítima de Rafa Mir e de 6.280 euros para a denunciante de Pablo Jara.

O Ministério Público pedia uma pena de 10 anos de prisão para Rafa Mir e três para Pablo Jara.

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