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Enquanto a sua seleção nacional está banida pela UEFA e pela FIFA das competições internacionais devido à guerra na Ucrânia, o russo de 27 anos soma jogos pelo PSG e foi mesmo um dos principais responsáveis pela qualificação dos parisienses para as meias-finais da Liga dos Campeões (28 de abril e 6 de maio frente ao Bayern Munique).
Chegado no verão de 2024, vindo do seu clube de formação, o FK Krasnodar, de uma cidade do sudoeste da Rússia onde nasceu, bastou-lhe pouco mais de uma época para se tornar o guarda-redes N.º1 e agora indiscutível dos campeões da Europa.
Este domingo à noite, salvo surpresa, será ele a defender a baliza do Paris SG frente ao Lyon no Parque dos Príncipes.

Safonov beneficiou tanto da saída de Gianluigi Donnarumma – empurrado para fora – para o Manchester City no último verão, como das exibições desapontantes do seu sucessor Lucas Chevalier, que levaram Luis Enrique a despromover o francês na hierarquia há três meses.
Uma aposta ganha, já que "Mocha" rubricou uma exibição de luxo na passada terça-feira em Anfield (2-0) – tal como Donnarumma há um ano –, decisivo e intransponível mesmo quando os companheiros de Ousmane Dembélé sofriam com as investidas do Liverpool de todos os lados.
"Da melhor forma possível"
Foi um jogo para se mostrar a toda a Europa e agora todos sabem: o Paris SG conta com um guarda-redes sereno, imune à pressão e capaz de multiplicar defesas (6) em cima da linha – nomeadamente perante Milos Kerkez e num remate de Rio Ngumoha – e com saídas aéreas seguras.
Foi ainda – algo fundamental para o estilo de jogo exigido pelo treinador parisiense – hábil e preciso com os pés. "Cumpriu o seu trabalho da melhor forma possível", comentou de forma simples Luis Enrique na terça-feira à noite.
"Todas as equipas que chegaram ao fim tiveram guarda-redes que as salvaram quando foi preciso. É muito bom ter um guarda-redes que transmite tanta confiança", já dizia sobre ele o seu capitão Marquinhos em março.

O seu erro frente ao Toulouse na Ligue 1 (vitória por 3-1) algumas semanas antes não o afetou minimamente.
Dotado de grande autoconfiança, repetia desde que chegou a Paris que não estava ali para ser apenas suplente. Tem também de gerir a convivência com o seu colega ucraniano Illya Zabarnyi, o que, a julgar pelo que dizem, não parece ser tema entre os jogadores, nem no clube. Ambos já jogaram juntos várias vezes desde a chegada do defesa em setembro passado.
Com esta exibição de referência, quem é apaixonado por xadrez e jogos de tabuleiro reforçou ainda mais o seu estatuto no Paris SG e pode tornar-se um dos homens-chave de um possível duplo triunfo Ligue 1-Liga dos Campeões.
