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“As baixas são as de Luiz Felipe, que vai falhar o resto da época. O Randy e o Álvaro não estarão amanhã. Augusto sentiu-se bem. Os restantes estão todos motivados. Este último treino é um alívio. Já estudámos tudo.”
Sobre a abordagem tática, o treinador alertou para o perigo de um Estrasburgo que se destaca pela sua frescura e capacidade de desequilibrar em qualquer zona do relvado. Para Íñigo, o segredo está em manter a solidez defensiva perante uma equipa capaz de castigar qualquer desajuste com a sua verticalidade.
“Vamos defrontar uma equipa jovem, com alguns dos melhores talentos do mundo. Praticam um futebol muito ofensivo, com capacidade de romper em qualquer linha. Isso gera algum caos e vai obrigar-nos a defender bem. Será um choque intenso entre duas equipas que querem a posse de bola e o golo.”
No que toca ao seu estado emocional, o técnico navarro preferiu falar de uma motivação semelhante à dos primeiros tempos, em vez de pressão negativa. Destacou o ambiente de Vallecas como o motor essencial para acender a chama de uma massa adepta que vive estes momentos com uma intensidade única.
“Nervos não tenho. Talvez um pouco de receio, daquela sensação do primeiro amor. É algo positivo. Não são nervos. O receio, bem entendido, é positivo. Queremos que tudo comece já. Encontramos semelhanças com o que aconteceu no outro dia. É um reflexo claro da efervescência do bairro. Oxalá amanhã consigamos aumentar estas dinâmicas. É preciso acender a faísca, as pessoas querem deitar gasolina.”

Quanto ao peso da história e ao debate entre o sucesso europeu e a estabilidade na LaLiga, Íñigo Pérez foi perentório: o Rayo não abdica de nada. A ambição de chegar a uma final histórica convive com o respeito absoluto pela identidade do clube e pelo valor das memórias que se constroem no presente.
“Não equaciono a possibilidade de uma descida. Prefiro perder uma final do que sofrer a dor da descida. Compreendo os adeptos e também pensaria, a dar tudo na LaLiga 2 com um troféu nas vitrinas. Se pudermos lutar pelos dois objetivos, temos de tentar ambos. É preciso criar memórias, mas já o conseguimos. O mais importante é tocar, viver, ser, estar... Não olhar para a frente nem para trás.”
Por fim, o treinador do Rayo sublinhou que, independentemente do que acontecer na primeira mão, a eliminatória é uma maratona em que o aspeto psicológico será o fator decisivo para desequilibrar a balança.
“Quando acabar digo-vos. Não tenho o resultado claro. Desde o início é preciso aproveitar a primeira mão em casa. Se te deixarem marcar primeiro, deves aproveitar. Amanhã é um jogo crucial. O que acontecer amanhã, mesmo que vençamos por larga margem, vai decidir-se em Estrasburgo. O lado mental tem 99% de importância.”
