O triunfo de Čech pelo Chelsea e o amargo final de carreira
A marca checa mais notória pertence a Petr Čech. Em 2013, conduziu o Chelsea à vitória por 2-1 frente ao Benfica, somando várias defesas importantes e até lançando o primeiro golo com um rápido lançamento para Juan Mata. "Correu tudo na perfeição. Depois, alguns colegas vieram felicitar-me, o que também me deixou muito contente", comentou na altura o guarda-redes checo.
O clube londrino alcançou então um feito inédito – depois de conquistar a Liga dos Campeões, venceu também a Liga Europa. "Vamos desfrutar disto, ninguém tinha conseguido tal coisa", recordava.
Seis anos depois, Čech voltou a estar presente numa final, mas desta vez do outro lado. Com a camisola do Arsenal, despediu-se do futebol profissional com uma derrota por 1-4 precisamente diante do Chelsea. O encontro em Bacu foi decidido sobretudo por Eden Hazard, que marcou dois golos.
"Estou orgulhoso da minha exibição, mas lamento não termos conseguido vencer. Fiz tudo o que estava ao meu alcance. Posso olhar para trás sem arrependimentos, exceto pelo facto de termos trabalhado tanto durante o ano e, no fim, não termos recebido nada em troca", avaliou Čech após o último jogo da sua carreira profissional.
Ujfaluši entre os melhores
Tomáš Ujfaluši viveu uma noite memorável em 2010. O Atlético de Madrid venceu então o Fulham por 2-1 após prolongamento na final disputada em Hamburgo, com o defesa checo a jogar os noventa minutos no lado direito da defesa.
Foi um dos pilares da equipa, apoiando constantemente o ataque e destacando-se como um dos melhores em campo. A decisão surgiu ao minuto 116, quando Diego Forlán apontou o seu segundo golo da noite.
"São estes momentos que fazem valer a pena jogar futebol. Talvez até tenha ficado com lágrimas nos olhos. Nunca vou esquecer este dia", confessou o natural de Rýmařov logo após o triunfo.
O Atlético dominou a primeira parte e, apesar do empate do Fulham, manteve o controlo do jogo durante a maior parte do tempo. No prolongamento, acabou por transformar essa superioridade no golo da vitória.
Leverkusen com marca checa não foi suficiente
A participação checa mais recente numa final aconteceu em 2024. O Bayer Leverkusen, com Matěj Kovář, Patrik Schick e Adam Hložek, não conseguiu superar a Atalanta e perdeu por 0-3.
Kovář jogou o encontro completo, enquanto Hložek e Schick entraram apenas na segunda parte. O grande protagonista da final foi Ademola Lookman, autor de um hat-trick.
"Todos querem jogar uma final. O ambiente foi fantástico e certamente vamos recordar este momento com prazer, mesmo que custe aceitar", avaliou Hložek, que entrou em campo com a missão de simplificar o jogo e colocar bolas na área. "O primeiro golo desequilibra sempre a balança. Deu-lhes força extra", acrescentou Kovář.
Para o Leverkusen, foi um final doloroso para uma época excecional, em que a equipa de Xabi Alonso manteve-se invicta até à final com a Atalanta. Ainda assim, os Die Schwarzroten conquistaram as duas provas nacionais: a Bundesliga e a Taça da Alemanha.
Os que estiveram presentes, mas não jogaram
Além dos jogadores que efetivamente disputaram a final, há também alguns checos que fizeram parte da equipa, mas não chegaram a entrar em campo.
Tomáš Vaclík ficou no banco na vitória do Sevilha em 2020 sobre o Inter (3-2). O mesmo aconteceu com Jan Laštůvka na final do Dnipro frente ao Sevilha (2-3) em 2015, jogo em que Ondřej Mazuch também não participou devido a lesão.
Um caso particular é o de Antonín Kinský, que integrou o plantel do Tottenham no triunfo de 2025, mas não foi inscrito para a final contra o Manchester United, pois tinha chegado no mercado de inverno vindo do Slavia.
