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Exclusivo Flashscore: Jackson Irvine elogia Shinji Kagawa, colega "extraordinariamente humilde" no Cerezo Osaka

Jackson Irvine falou em exclusivo ao Flashscore
Jackson Irvine falou em exclusivo ao FlashscoreCerezo Osaka

Nesta segunda parte de uma entrevista exclusiva ao Flashscore, Jackson Irvine fala sobre as qualidades individuais que tornam o antigo médio do Manchester United, Shinji Kagawa, tão especial.

Leia a primeira parte da entrevista a Jackson Irvine

Kagawa integrou o plantel dos Red Devils que conquistou o mais recente título da Premier League em 2012/13, época que também marcou a última temporada de Sir Alex Ferguson ao comando antes da sua reforma.

Irvine também está habituado a competir ao mais alto nível, depois de ter participado em três Mundiais com a Austrália, mas admite estar impressionado com o seu atual colega do Cerezo Osaka.

"Não somos muito diferentes em termos de idade, mas também sou adepto do Manchester United e acompanhei-o durante anos", explicou o australiano ao Flashscore, numa entrevista no Japão.

"Ele é extraordinariamente humilde para tudo o que alcançou no futebol. É comunicativo e ajuda os jogadores mais jovens a perceberem as ideias que tem na cabeça. É o tipo de pessoa que quer conhecer a tua perspetiva das coisas e é realmente muito aberto. Adoro trabalhar com ele e traz uma energia incrível ao grupo", acrescentou.

"Saber que temos um jogador que já conquistou tanto no futebol é um grande incentivo para nós enquanto equipa. Ele vai ter um papel fundamental para nós e estou ansioso por ver o que conseguiremos fazer juntos esta época", assumiu Jackson Irvine.

O jogador de 33 anos falou ainda com mais detalhe sobre o que o convenceu a mudar-se do clube da Bundesliga, o St. Pauli, durante o verão, e revelou que a mudança completa de estilo de vida foi o fator decisivo.

"É difícil resumir tudo a apenas uma razão. Acho que há momentos na vida e na carreira em que precisamos de mudar", afirmou.

"Este foi claramente um desses momentos para mim e para a minha família. O Japão, enquanto país e cultura, sempre nos despertou interesse. Sempre fui grande admirador do futebol japonês, com muitos jogadores brilhantes a surgir nesta liga, e também com muitos australianos a virem jogar para aqui. Quando surgiu a oportunidade, tive algumas conversas e desde o início senti-me muito bem. Sou uma pessoa bastante instintiva e tive uma sensação muito semelhante quando fui para o meu último clube, o St. Pauli. Por vezes, simplesmente sentimos que este é o sítio certo para nós neste momento, e foi exatamente isso que senti ao vir para aqui", explicou.

Irvine a jogar pelo Cerezo Osaka
Irvine a jogar pelo Cerezo OsakaCerezo Osaka

A J1 League, no seu todo, também está a ganhar mais destaque, e Irvine ficou impressionado sobretudo com a qualidade ofensiva da divisão.

"É difícil comparar com a Bundesliga, pois estamos a falar de uma das duas ou três melhores ligas do mundo. Mas, em termos de qualidade individual no último terço, penso que esta liga é extremamente forte. A velocidade no um contra um e a objetividade dos jogadores da frente impressionaram-me bastante", disse.

"Não me surpreendeu, tendo em conta alguns dos jogadores que vieram do Japão para jogar na Alemanha. Pessoalmente, quero ver até onde conseguimos levar esta equipa. Temos experiência incrível e alguns jogadores nesta divisão que conhecem a liga de uma ponta à outra. Temos jovens jogadores de grande qualidade e penso que conseguimos equilibrar isso com a minha chegada. Tudo isto contribui para uma dinâmica saudável dentro do plantel", concluiu Jackson Irvine.

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