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O encontro começou com uma luta intensa pela posse de bola, mas o Marítimo não demorou a fazer explodir o Estádio dos Barreiros. Aos 10 minutos, Carlos Daniel picou a bola com mestria para Francisco Gomes que, de pé esquerdo, finalizou entre as pernas de Igor Stefanović. Apesar de o VAR ter analisado a posição do avançado, o golo foi validado, dando início à festa insular. No entanto, o Leixões reagiu e, aos 18 minutos, restabeleceu a igualdade: Serif Nhaga cruzou para a área e Luccas Paraizo, com alguma felicidade, desviou com a coxa para o fundo das redes.

A resposta maritimista foi imediata e chegou através de uma infelicidade adversária. Apenas quatro minutos após o empate, na sequência de um pontapé de canto, Serif Nhaga teve uma abordagem deficiente e cabeceou para a própria baliza, colocando novamente o Marítimo na frente do marcador. Com o 2-1, os adeptos voltaram a elevar o tom nas bancadas, cientes de que bastava um empate para os madeirenses assegurarem matematicamente o título de campeão.
Na reta final da primeira parte, o jogo tornou-se mais ríspido, resultando numa sucessão de cartões amarelos para os jogadores do Leixões. A equipa de Matosinhos ainda tentou importunar a baliza de Samuel Silva com cruzamentos venenosos e movimentos de Salvador Agra, mas a defesa insular, com cortes providenciais de Noah Madsen, segurou a vantagem. Antes do descanso, o conjunto de Miguel Moita baixou o bloco e entregou a iniciativa ao adversário, gerindo o resultado que os deixava a apenas 45 minutos da consagração oficial.
Os nortenhos mexeram ao intervalo com a entrada de Fernando Fonseca para o lugar de Paulinho Mota, mas os insulares estavam com vontade de fazer a festa e, cinco minutos depois do descanso, ampliaram a vantagem. Na sequência de um canto, Paulo Henrique desviou ao primeiro poste para a emenda com sucesso de Ibrahima Guirassy. Este terceiro golo lançou a festa nas bancadas e fez ecoar os primeiros gritos de 'campeões'.
Ainda assim, os bebés do Mar não queriam ser meros bombos da festa e voltaram à carga, mas Bryan Róchez tinha a pontaria desafinada e Samu Silva continuava a segurar a reação. No entanto, aos 82 minutos, o recém-entrado Benjamin Kanuric cobrou um livre à entrada da área de forma irrepreensível, com um pontapé que fez a bola sobrevoar a barreira e entrar no ângulo, sem hipóteses para o guardião madeirense.
A turma da casa limitou-se a pôr o jogo no congelador, enquanto as bancadas começavam a fazer a festa e os leixonenses entravam em combustão, fazendo muitas faltas desnecessárias. Finalmente, após cinco minutos de descontos, o apito final soou e permitiu que a festa transbordasse das bancadas dos Barreiros para o relvado.
Com este resultado, o Marítimo soma 66 pontos e fica fora de alcance para o segundo classificado Académico de Viseu, enquanto o Leixões mantém-se no sexto lugar, com 44 pontos, e continua a seis pontos do Torreense, no terceiro lugar, a duas jornadas do fim do campeonato.

