Os destaques da jornada
A segunda jornada começou em Alvalade e logo com o prato forte da ronda. O Sporting até parecia ter resolvido uma sempre difícil receção ao Vitória SC em apenas 45 minutos, com uma vantagem de três golos ao intervalo, mas sofreu a bem sofrer para amealhar os três pontos (mais sobre isto abaixo). Os vitorianos marcaram dois golos de rajada e acabaram por sair sem pontos pelo segundo jogo consecutivo (3-2).
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No sábado, Alverca e Estrela da Amadora abriram as hostes com um jogo muito bem disputado e muitas oportunidades falhadas na primeira parte. No segundo tempo, Antonetti redimiu-se de três falhanços e inaugurou o marcador, espoletando uma avalanche de quatro golos em 20 minutos no empate 2-2. Destaque para uma grande exibição de Rafa Soares (duas assistências) e o grande golo de Marcus Abraham (leia a crónica).
Logo a seguir, o Académico de Viseu voltou a acolher um jogo da elite nacional, mas saiu de mãos a abanar frente ao Santa Clara. Gonçalo Paciência marcou o terceiro golo em duas jornadas, desta feita de grande penalidade, e estragou a festa aos viriatos (0-1) apesar da boa réplica no segundo tempo (leia a crónica). Nota ainda para a 100.ª vitória dos bravos açorianos na Liga Portugal (342 jogos, 100 vitórias, 93 empates e 149 derrotas).
O campeão nacional FC Porto ultrapassou uma visita difícil ao terreno do Rio Ave, com um triunfo por 2-0. No regresso à titularidade após uma grave lesão, Nehuén Pérez inaugurou o marcador através de um pontapé de canto (a papel químico da época anterior nos Arcos), Diogo Costa voou para negar o empate e, ao cair do pano, Borja Sainz colocou um ponto final no resultado num momento especial (mais sobre isto abaixo). Kiwior também encheu o campo.

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No domingo, o grande destaque não foi o que aconteceu dentro de campo, mas sim fora dele. O duelo minhoto entre SC Braga e Gil Vicente, um dos melhores jogos da ronda, teve que ser adiado devido a uma vaga de infeções gastrointestinais dos bracarenses. De regresso aos relvados, o dia começou com um triunfo do Nacional da Madeira frente ao Estoril (2-0). João Gião ficou desprovido do melhor marcador Chuchu Ramírez na véspera do campeonato e teve que contar com ajuda improvável para somar os primeiros três pontos. O primeiro auxílio veio do adversário, visto que Xeka foi expulso por ver dois cartões amarelos em cerca de meia hora. Na segunda parte, um remate de Zé Vítor desviado por um defesa abriu o marcador e, pouco depois, Léo Santos saltou mais alto na área para confirmar o triunfo (leia a crónica).

Em Arouca, houve jogo de sentido único na receção ao Moreirense. Ao resultado, os lobos digeriam os cónegos com um 3-0, baixaram de ritmo na segunda metade e terminaram a refeição que poderia ter sido mais gorda em 4-0 (leia a crónica). Vasco Botelho da Costa fez apenas uma alteração no onze dos visitantes: Maracás foi a jogo e foi também ele que marcou o autogolo que deu início à derrocada. Foi o primeiro golo na própria deste campeonato.
Mais tarde, o Famalicão tropeçou e caiu perante um Marítimo que tem sido a grande surpresa destas duas primeiras jornadas (1-2). A turma do novo professor Carlos Carvalhal até começou a vencer, aos oito minutos, mas dois erros clamorosos da defesa deitaram tudo a perder. Rodrigo Pinheiro queimou Carevic, o guarda-redes falhou o pontapé e Bouzaidi aproveitou as sobras para empatar ainda no primeiro tempo. Já perto do apito final, quando Carvalhal lançou tudo para a frente, Realpe atirou contra Van Breemen dentro de área e Boakye colocou três pontos na bagagem maritimista. Foi a segunda vitória seguida de Mitchell van der Gaag nos insulares (leia a crónica).
No fecho da jornada, o Benfica aplicou uma goleada das antigas no terreno do Casa Pia (0-7). Depois de dois empates seguidos, a equipa de Marco Silva vingou-se à custa dos gansos, que somaram a segunda derrota consecutiva neste arranque de campeonato. O técnico recém-chegado Filipe Coelho já sabia que tinha muito trabalho pela frente e estas duas primeiras jornadas só lhe dificultaram a tarefa.
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Número da jornada
Zero: O número de remates feitos pelo Sporting na segunda parte diante do Vitória SC. Três golos em 45 minutos afastaram os fantasmas do empate na Amadora e até permitiram às bancadas respirar com confiança ao intervalo.
No entanto, dois minutos bastaram para a descontração passar a alarme: os golos de Samu e Ndoye em apenas dois minutos (66 e 68) fizeram temer o pior e a sensação de nova desilusão pairou até ao apito final. Os assobios ecoaram durante a segunda parte e com razão para isso: com o jogo na mão, a turma de Rui Borges não foi capaz, sequer, de visar a baliza adversária até ao final da partida.

Figura da jornada
O avançado grego recebeu da melhor forma a nova concorrência de Jhon Durán. Antes da visita a Rio Maior, somou contribuições para golo em todos os jogos da temporada (6 golos e uma assistência em 4 jogos). No terreno do ganso, afogou-se em golos. Depois de ter feito uma bela assistência para Rafa na primeira parte, Pavlidis voltou com tudo do balneário e precisou de apenas sete minutos para fazer um hat-trick, sendo que do primeiro ao terceiro golo passaram sete minutos.
Numa noite memorável, igualou Banza, ex-SC Braga, como autor do hat-trick mais rápido da Liga Portugal no século XXI. O segundo desses golos surgiu numa bela jogada individual em que deixou vários adversários para trás na grande área.
De uma época para a outra, há coisas que mudam... Pavlidis nem por isso. Ao fim de 59 minutos, arrumou as trouxas e aproveitou para descansar antes do duelo com o Aarhus na quinta-feira.

O golo da jornada
Pese embora o apagão na segunda parte, os leões foram impiediosos nos primeiros instantes e ninguém brilhou mais do que Fotis Ioannidis. O grego respondeu da melhor forma à novela Suárez e ganhou pontos na corrida pela titularidade ao somar duas assistências e um golo, embora, grande parte do mérito tenha que ir para Geny Catamo.
O moçambicano teve um momento delicioso ao receber com o peito por duas vezes, antes de fazer um cabrito a João Mendes e servir o helénico, que rodou com classe e finalizou com potência para assinar o segundo golo.
Momento da jornada
A trivela de Nais Djouahra.
O extremo franco-argelino está em grande forma e já leva três assistências em dois jogos pelo Arouca. Frente ao Moreirense, também esteve envolvido no lance do primeiro golo ao lançar Lebedenko que faz o cruzamento para o golo na própria de Maracás. Em cima do intervalo, assinou o melhor passe para golo da jornada: um cruzamento a fazer lembrar os melhores tempos de Ricardo Quaresma, que Barbero só teve de encostar. Já em tempo de descontos, fez mais um passe perfeito para o golo de Dylan Nandín que fechou o resultado final em 4-0.
Nesta segunda época ao serviço dos lobos, apresenta-se como uma das figuras a seguir.

A imagem da jornada
Há muito tempo que Borja Sainz esperava por este momento. O avançado espanhol perdeu a mãe em fevereiro e nunca escondeu o abalo que sofreu com essa perda. A quebra de rendimento dentro das quatro linhas também foi notória: o ex-Norwich não voltou a marcar até ao final da temporada.
Decidido a dar a volta por cima, Sainz começou esta campanha da melhor forma. Frente ao Rio Ave, ao minuto 82, não perdoou e fez o golo que garantiu os três pontos. Acima de tudo, cumpriu o sonho de voltar a festejar, desta vez com dedicatória especial. Não marcava desde 22 de dezembro de 2025.

Espaço ainda para uma menção honrosa: mais de cinco mil pessoas acolheram o regresso do futebol de elite ao Estádio do Fontelo ao fim de 37 anos.
