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“As fragilidades do Benfica são poucas. Não é por não terem conseguido vitórias nos últimos jogos que a nossa sensação vai mudar. É uma equipa fortíssima, com muitos argumentos, que gosta de apertar o adversário. A preparação foi igual, pois depende muito de nós. Nós teremos de ter muita atenção às forças que o Benfica vai demonstrar. Pode haver ainda mais pressão, por ter começado o campeonato com um ponto. Quer chegar rapidamente ao topo e não poderá facilitar”, vincou.

Em conferência de imprensa de antevisão ao encontro, Filipe Coelho assumiu que o grupo retirou as melhores ilações da estreia na Liga, apesar do desaire na casa do Marítimo, por 1-0, e lembrou a importância de ter tido uma semana mais longa.
“Vamos querer dividir o jogo. Será difícil termos períodos com posse de bola, mas tentaremos fazê-lo. Não vamos baixar linhas e defender em bloco baixo. Sabemos que o adversário nos vai dificultar mais a vida, mas eu acredito na capacidade de resposta e no nível de aprendizagem do plantel. O facto de debelarmos erros que cometemos na Madeira é um sinal claro de que estaremos melhor. Agora, se será suficiente, não sabemos, mas as sensações são muito boas”, apontou o treinador.
A história recente favorável aos gansos no confronto direto entre as duas equipas - nos últimos três encontros, venceram um e empataram dois - não terá impacto neste duelo, acredita Filipe Coelho, que explicou a situação de alguns jogadores do plantel que ficaram fora da ficha de jogo na primeira partida.

“Quando entrámos, era clara a visão do Patrick Sequeira e do clube para procurar um cenário desportivo diferente na sua carreira. Essa opção nunca foi técnica, já estava praticamente tomada e, por isso, trouxemos o André Gomes. Já o Jérémy Livolant está com um processo disciplinar. Demonstrou uma vontade grande em sair e não respeitou os valores e princípios que o Casa Pia defende. Creio que terá um bom desfecho para as duas partes”, disse o técnico, de 41 anos.
Já sobre Iyad Mohamed e Kelian Nsona, Filipe Coelho admitiu que “talvez não seja uma época em que o Casa Pia lhes possa oferecer minutos de jogo reais às suas capacidades”, sendo dossiês a tratar, ao passo que Cassiano faz parte das contas.
O Casa Pia, 16.º e antepenúltimo, ainda sem pontos, recebe o Benfica, 11.º, com um, na segunda-feira, às 20:15, no Estádio Municipal de Rio Maior, num encontro arbitrado por João Pinheiro, da associação de Braga.

