Liga: Vicens lamenta falta de frescura e Hugo Oliveira chora empate "caído do céu"

I Liga: SC Braga - Famalicão (Declarações)
I Liga: SC Braga - Famalicão (Declarações)HUGO DELGADO/LUSA

Declarações após o jogo da 30.ª jornada da Liga Portugal entre SC Braga e Famalicão (2-2), que decorreu no domingo no Estádio Municipal de Braga

Recorde aqui as incidências do encontro

Carlos Vicens (treinador do SC Braga): 

“Apesar de nos termos posto à frente do marcador e termos controlado todo o jogo, viram-se mais imprecisões e mais falta de frescura nos últimos metros do que noutros jogos. Lembro que, há 72 horas, estávamos onde estávamos (jogo com o Betis, na quinta-feira, que deu acesso às meias-finais da Liga Europa). Mas, a equipa entrou para ganhar, a intenção foi clara de que queríamos pressionar alto e ter a bola, mas o jogo não nos deu oportunidades para fazermos o segundo. Depois, num momento em que estás com 10 porque está um jogador no solo, sofremos uma transição em que podíamos defender melhor, mas sofremos o empate.

Na segunda parte, viu-se como entrámos, para gerar ocasiões de golo e ganhar. Refrescámos a equipa, demos oportunidade a jogadores com energia e vontade, mas numa vez em que nos superam com a bola controlada a meio-campo, fazem o segundo golo e o jogo fica mais difícil, mas nunca deixámos de acreditar. Conseguimos no último lance e creio que era muito injusto não fazer pontos neste jogo. Não ficámos contentes, mas é mais um ponto e quinta-feira (diante do Casa Pia) temos mais um jogo importantíssimo.

Sabíamos que havia vários jogadores que não iam estar a 100 por cento, mas isso passa-se no futebol de alto nível, quando jogas competições europeias e vais superar os 60 jogos por temporada e tens baixas (por lesão), vai haver jogadores que vão jogar a cada três dias. Tens que saber competir não estando a 100 por cento. Faz parte de ser jogador de equipa grande.

(Quarto lugar já definido e forças canalizadas para a Liga Europa?) Não, a matemática diz que não está fechado ainda. As forças estão canalizadas e focadas para o jogo de quinta-feira.

(Ricardo Horta) Pelo que tem feito e depois da última chamada à seleção nacional, penso que tem possibilidades de ir (ao Mundial), não tenho dúvidas nenhumas. Está a fazer uma muito boa temporada, como costuma fazer. É um jogador que dá tudo pela equipa, deixa a pele em campo, é um competidor nato, um grande jogador de equipa e um grande capitão.

(Zalazar de fora) As convocatórias da Liga Europa permitem levar mais jogadores (esteve no banco de suplentes em Sevilha), ele estava a forçar muito para acelerar a recuperação, mas sabemos que temos que ter cautela para não pôr em perigo a sua utilização para o resto da temporada. Está a evoluir bem e esta semana penso que pode integrar os treinos até que nos deem luz verde para que ele possa ter minutos”.

Hugo Oliveira insatisfeito com o penálti assinalado
Hugo Oliveira insatisfeito com o penálti assinaladoHugo Delgado/LUSA

Hugo Oliveira (treinador do Famalicão):

“Foi um bom jogo, entre duas boas equipas, a quererem ter bola, a primeira parte foi dividida, mas foi difícil para nós porque começámos o jogo praticamente a perder. Mas, mesmo assim, tivemos uma boa reação, com as nossas ideias.

Na segunda parte, o Braga esteve melhor no início, teve mais bola, mas sabíamos que íamos ter as nossas saídas e foi assim que aconteceu o 2-1. Depois, tivemos essa capacidade sem bola, os jogadores trabalharam muito e defender bem também é uma arte. Depois, (o empate) caiu do céu, empate foi inglório, obviamente custa, saímos um pouco frustrados, mas batemo-nos com as nossas ideias nos estádios das grandes equipas.

Jogámos sempre para ganhar, foi mais uma experiência para eles, reagiram bem a estar a perder desde o início. Não sei se ganhámos um ponto ou perdemos dois. Jogamos para deixar os nossos orgulhosos e não queríamos que os nossos adeptos fossem embora desiludidos. Levámos um ponto, mas queríamos levar mais.

Lance do penálti? Em Portugal é penálti, do futebol de onde eu vim (inglês), não era. Não jogamos para o quarto, quinto, ou sexto, jogamos para mostrar quem somos, para lutar sempre pelos três pontos, a tabela vai ser justa depois de tantos jogos. Mas, independentemente da classificação, é um orgulho tremendo ver o crescimento desta equipa”.