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Face às saídas de Carlos Carvalhal do Famalicão, na segunda-feira, e de Carlos Vicens do SC Braga e de Alexandre Santos do Nacional, na terça-feira, a Liga Portugal passou a contabilizar sete mudanças em 2026/27, número superior a qualquer uma das big 5 na Europa.
“Ao longo do tempo, habituámo-nos a ser o saco de pancada, mas, num projeto global, há muitos responsáveis. Não podemos ser os únicos responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso desportivo”, disse, à margem da antevisão à receção ao Marítimo, da nona jornada do campeonato, agendada para sexta-feira.
O técnico, de 37 anos, lembrou, aliás, o comunicado da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), publicado na quarta-feira, acerca das saídas verificadas na Liga Portugal e na Liga 2, para vincar que a tendência para despedir treinadores após ciclos de maus resultados a abrir temporadas “não é benéfica para a profissão”.

Ao leme de uma equipa que ocupa o 15.º lugar da Liga, com cinco pontos, fruto de uma vitória, dois empates e cinco derrotas em oito jornadas, Tiago Margarido disse que os treinadores já “sabem lidar” com a “cultura instalada em Portugal” de “uniformizar a avaliação” do desempenho desportivo numa “única pessoa”, o treinador, mesmo quando não e a única culpada.
“Quando as coisas não correm tão bem, nem sempre é culpa dos treinadores. Por vezes, é. Temos de assumir isso, mas, muitas vezes, as estruturas escondem-se nos treinadores, quando as coisas não correm tão bem”, disse.
Além dos três despedimentos ocorridos na semana em curso, o Nacional despediu o treinador João Gião após a quarta jornada, sendo o recordista de saídas em 2026/27, o Rio Ave acertou a saída do grego Sotiris Silaidopoulos após a sétima jornada e o Estoril Praia confirmou a saída de Vasco Matos após a oitava, para além de Vasco Seabra, que trocou o Arouca pelos vila-condenses.

