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Sotiris Silaidopoulos e a receção ao FC Porto: "Têm uma mentalidade muito forte que os torna especiais"

Sotiris Silaidopoulos, treinador do Rio Ave
Sotiris Silaidopoulos, treinador do Rio AveRio Ave FC

O treinador do Rio Ave, Sotiris Silaidopoulos, prometeu esta sexta-feira uma equipa consistente e competitiva para criar dificuldades ao FC Porto, na receção de sábado, da segunda jornada da Liga Portugal.

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O técnico grego reconheceu a exigência de defrontar um dos candidatos ao título, mas encara o primeiro jogo em casa da temporada como uma oportunidade para a equipa vila-condense se testar e demonstrar a identidade que pretende consolidar.

O que queremos ver é consistência do nosso lado. Sermos uma equipa com valores fortes para jogar da forma que queremos, ser competitivos e criar o máximo de problemas possíveis ao FC Porto para conseguirmos tirar algo do jogo”, afirmou.

Sobre o adversário, o treinador do conjunto da foz do Ave teceu elogios, falando de um rival com “mentalidade muito forte”.

O FC Porto é uma grande equipa, com uma identidade muito forte na forma como joga, mas também com uma mentalidade muito forte que os torna especiais. Certamente virá aqui para conquistar os três pontos para continuar a lutar pelo campeonato”, disse.

Probabilidade de vitória
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Silaidopoulos considerou que pontuar frente aos dragões poderia representar “um grande balanço e confiança para a época”, embora tenha alertado para a necessidade de o Rio Ave igualar a intensidade do adversário desde os primeiros minutos.

É fundamental estarmos ao mesmo nível de agressividade desde o início do jogo, desde o primeiro minuto. Esperamos e acreditamos que vamos estar prontos para um jogo muito bom e um excelente teste para nós”, vincou.

O treinador admitiu que, do ponto de vista motivacional, preparar encontros diante dos principais candidatos ao título é até mais simples, mas salientou a dificuldade tática colocada pelo conjunto portista, que considerou ter “muita fluidez” e várias soluções no seu jogo.

Somos uma equipa que já provou que, independentemente do adversário, mostra as suas qualidades e o seu nível de competitividade em qualquer campo, seja fora ou em casa”, sustentou.

A preparação do Rio Ave fica, porém, condicionada por várias ausências, com Ntoi (castigado), Brandon Aguilera, Ryan Guilherme, João Tomé e Miszta (lesionados) indisponíveis, situação que Silaidopoulos reconheceu limitar sobretudo as alternativas durante a partida.

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Neste momento não temos o luxo de perder jogadores como o Ntoi e o Ryan Guilherme. Não pelo onze inicial, mas, mais importante, pelo que eles podem trazer do banco. Isso é muito importante quando se defrontam clubes grandes como o FC Porto, porque aos 60 minutos vamos precisar de colocar energia e qualidade na equipa”, explicou.

O grego revelou que poderá ter “mais de seis ou sete jogadores da academia” entre os suplentes e até um jovem da formação no onze inicial, admitindo não ser “a melhor forma” de abordar um início de campeonato que considera particularmente exigente.

Questionado sobre a arbitragem, depois das críticas que fez após o encontro da primeira jornada, frente ao Gil Vicente, Silaidopoulos alargou a reflexão ao futebol português e mostrou-se surpreendido pela reduzida assistência em alguns estádios.

É uma excelente liga, uma liga muito difícil. Todos os jogos são muito competitivos e isso faz com que as pessoas queiram ver e acompanhar. Portanto, a minha questão é por que razão há jogos com tão pouco público. É algo que as pessoas responsáveis têm de analisar”, disse.

O Rio Ave, 16.º classificado, ainda sem pontuar, recebe o FC Porto, primeiro classificado com três pontos, no sábado, em Vila do Conde, em encontro da segunda jornada da Liga Portugal, que terá arbitragem de Miguel Fonseca, da Associação de Futebol do Porto.