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Em entrevista à agência Lusa, a dirigente garantiu que o projeto, na parte nascente do estádio, está pronto para ser apresentado aos sócios, reconhecendo a importância da obra para o futuro do emblema vila-condense.
“Teremos à volta de 3.500 lugares e até 2028 conto termos essa bancada, que terá todas as condições para jogarmos na Liga Europa”, assegurou a presidente do clube e da SAD vila-condenses, contando que a obra arranque no próximo ano.
A dirigente reconhece a expectativa dos associados, mas lembra que o projeto integra uma transformação mais abrangente das instalações.
“Sinto que é uma coisa que os sócios querem muito e foi um dos compromissos que assumi quando iniciei este mandato, mas há muitas outras coisas que vamos fazer”, vincou a dirigente, que foi eleita presidente do Rio Ave em 2023.
O plano de investimentos, a apresentar ainda em outubro, inclui um parque desportivo, um miniestádio para os sub-23 e o futebol feminino, uma residência para atletas e um museu.
A dirigente pretende ainda reorganizar a zona frontal do estádio, melhorando a loja e o atendimento aos associados.
Sem quantificar o investimento global, Alexandrina Cruz admite que o esforço financeiro “terá reflexos nas contas dos próximos exercícios”, lembrando que o novo edifício que serve a equipa principal teve um custo de quatro milhões de euros.

A presidente considera que as novas condições são fundamentais para concretizar a ambição de chegar às competições europeias.
“Não tenho dúvidas de que, com tudo o que estamos a construir, rapidamente vamos chegar onde queremos, que são os lugares europeus”, frisou.
Sobre a centralização dos direitos televisivos, defendeu uma distribuição mais equilibrada das receitas, criticando a diferença entre os principais clubes e os restantes participantes na Liga.
“Obviamente, não pode haver esta decalagem tão grande do que são os chamados três ‘grandes’ para tudo o resto, quando as exigências são as mesmas para todos”, sustentou.
Alexandrina Cruz entende que Portugal deve acompanhar as reformas realizadas noutros campeonatos europeus, reconhecendo que o processo ainda tem um longo caminho pela frente.
“Aconteceram há muito tempo grandes transformações nas grandes ligas da Europa e nós, passados estes anos, ainda não tivemos a capacidade de o fazer”, lamentou à Lusa.
No caso do Rio Ave, admitiu que a ausência da bancada no estádio continua a penalizar as condições comerciais do clube.
“Dentro de alguns anos, o Rio Ave pode ver melhorada a sua condição no que diz respeito aos direitos televisivos. Agora, ainda não. Temos efetivamente a questão da bancada, que ainda nos prejudica”, vincou.
Alexandrina Cruz frisou ainda que os investimentos feitos no património do complexo do Rio Ave, apesar de serem suportados pela SAD, “revertem para o clube”.
“O protocolo da venda dizia que, até dezembro de 2026, teríamos que apresentar o projeto da nova bancada e estamos em condições de não só apresentar esse projeto, como todo um plano nos próximos anos em termos de reforço de património do Rio Ave, não só para a equipa principal, mas também para toda a formação, futebol feminino, futsal e outras infraestruturas que servirão os atletas e associados”, concluiu.
