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A equipa de Arteta está três pontos à frente do Manchester City, que ocupa o segundo lugar, depois do golo madrugador de Eberechi Eze ter garantido um triunfo fundamental por 1-0 frente ao Newcastle, este sábado.
No entanto, o treinador dos Gunners mostrou-se irritado com a decisão de não expulsar o guarda-redes do Newcastle, Nick Pope, após uma falta sobre Viktor Gyokeres ao minuto 74 no Emirates Stadium.
Pope saiu da sua área para travar Gyokeres em falta, mas acabou apenas admoestado com cartão amarelo, uma vez que o avançado sueco estava descaído para a direita e sem ângulo direto para a baliza.
Com a possibilidade de a diferença de golos ser decisiva na luta pelo título, Arteta sabia que o Arsenal teria tido hipótese de alcançar um triunfo mais expressivo caso o Newcastle ficasse reduzido a dez jogadores.
Em vez disso, tiveram de se contentar com um resultado que os deixou apenas com mais um golo do que o City na diferença de golos.
Arteta continuava também ressentido com o lance do fim de semana passado, na derrota crucial por 2-1 em Manchester, quando Abdukodir Khusanov não foi expulso após derrubar Kai Havertz.
O treinador espanhol defendeu que estas duas decisões podem ser determinantes para o desfecho da corrida ao título.
"Não percebo porque é que o guarda-redes do Newcastle não foi expulso. Já vi o lance dez vezes. Quem percebe de futebol sabe que era cartão vermelho. São estes os detalhes", afirmou Arteta.
"Estou a relatar a realidade dos últimos dois jogos, em momentos cruciais e com tudo em jogo, precisamos que as coisas nos corram de feição. Não estou a arranjar desculpas. Hoje era cartão vermelho e em Manchester também. Se as decisões fossem a nosso favor, hoje estaríamos numa situação completamente diferente", acrescentou.
O desabafo de Arteta evidenciou a crescente tensão no Emirates, numa altura em que o Arsenal persegue o primeiro título inglês desde 2004.
O triunfo do City por 0-1 em Burnley, a meio da semana, tinha retirado o Arsenal da liderança pela primeira vez desde outubro, reacendendo o fantasma de mais um desaire na luta pelo título, depois das vantagens desperdiçadas em 2023 e 2024 que entregaram o troféu à equipa de Pep Guardiola.
O Arsenal vinha de duas derrotas consecutivas na Liga e quatro nos últimos seis jogos em todas as competições.
Mais uma vez, a equipa teve dificuldades em impor-se durante largos períodos frente ao Newcastle, mas o excelente golo de Eze, na sequência de um canto curto bem trabalhado, foi suficiente para acalmar os nervos.
"Falámos sobre o primeiro jogo e da sua importância. Cumprimos o objetivo. Quando está 1-0, é sempre complicado, sobretudo com a qualidade dos jogadores que eles lançaram", disse Arteta.
"Tentámos chegar ao segundo golo, mas quando não se consegue, é preciso ganhar noutras áreas", acrescentou o treinador do Arsenal.
O City tem um jogo em atraso em relação ao Arsenal e mantém o controlo da corrida pelo título.
No entanto, o Arsenal pode aumentar para seis pontos a vantagem se vencer o Fulham no próximo fim de semana, antes de o City voltar a jogar para a Liga, frente ao Everton, a 4 de maio.
Arteta sabe que ainda haverá muitos altos e baixos antes de o Arsenal poder finalmente pôr fim à longa espera pelo título.
"Estamos onde estamos. Não espero que, depois de 22 anos, isto seja um caminho de rosas e com música bonita à volta", afirmou.
"É muito difícil vencer a Premier League; é extremamente competitivo. Temos de fazer o que está ao nosso alcance. O primeiro jogo estava nas nossas mãos. Tínhamos de ganhar e conseguimos. Queríamos uma vantagem maior, mas não foi possível", acrescentou.
Arteta aguarda agora ansiosamente para saber se Eze e Havertz vão estar aptos para a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, na quarta-feira, frente ao Atlético de Madrid.
"São pequenas queixas musculares. Não pensamos que seja grave. Temos de ver se vão estar disponíveis para quarta-feira", disse.
