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Glasner prepara mudanças drásticas no Nottingham Forest: "Fiz demasiadas cedências"

O treinador do Forest, Oliver Glasner, está sob crescente pressão
O treinador do Forest, Oliver Glasner, está sob crescente pressãoKeeran Marquis / Zuma Press / Profimedia

Oliver Glasner reconheceu que poderá tornar-se no quinto treinador despedido pelo Nottingham Forest em pouco mais de um ano caso não consiga inverter o desastroso início de época do clube.

O Forest perdeu por 0-2 no terreno do Brentford no sábado, mantendo-se entre os três últimos com uma vitória nos primeiros nove jogos da Premier League. Glasner afirmou que eram necessárias mudanças.

"Temos de aceitar que não é suficientemente bom", disse Glasner, que alcançou sucesso no Crystal Palace nas duas últimas épocas antes de se mudar para o City Ground, em conferência de imprensa.

"Se perdermos quatro dos últimos cinco jogos, não é suficientemente bom. E é por isso que, para mim, chegou agora o momento de mudarmos as coisas, de eu mudar as coisas, e é isso que vou fazer", reforçou.

O Forest tem trocado de treinadores a um ritmo acelerado desde que Nuno Espírito Santo deixou o clube, em setembro do ano passado. Desde então, Ange Postecoglou, Sean Dyche e Vítor Pereira também já passaram pelo cargo.

"Senti que conseguia ver algumas coisas desde o primeiro dia. Sinto agora que talvez tenha feito demasiadas cedências em algumas coisas, e há sempre cedências", afirmou Glasner.

"O caminho é claro. Vou dizer aos jogadores o que queremos fazer, o que temos de fazer, e, se os jogadores aderirem, penso que podemos dar a volta à situação. Caso contrário, virá o sexto treinador desde o início da época passada".

Resultados recentes do Nottingham Forest
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Questionado sobre se estava preocupado com o seu futuro, Glasner respondeu: "Não estou preocupado. Para mim, vou para casa e tomo o pequeno-almoço com a minha família. Não é a pior situação. Ninguém precisa de ter pena de Oliver Glasner ou do treinador".

"Se quisesse, podia começar noutro clube daqui a duas semanas. Não o vou fazer. Mas, sabe, os jogadores e a equipa técnica continuam na mesma situação. E é a mesma, desculpem a palavra, situação de merda que o clube tinha no ano passado", atirou.

"Por isso, é preciso mudar e reconstruir de baixo para cima. Para mim, isso é claro. E é isso que vou fazer. Sem cedências. Zero. Zero. E, se estas coisas não funcionarem, vão dizer-me", continuou o austríaco.

Nottingham na luta pela permanência na Premier League
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"Não vim para Nottingham porque estava aborrecido em casa. Não, vim para Nottingham para ter sucesso. Vim para Nottingham para concretizar as visões do proprietário, dos adeptos e do clube. Por isso, precisamos de uma mudança maior do que talvez tivesse pensado, para ser honesto".

Glasner disse também que não precisava de ser "amado" pelos seus jogadores e que recusou o pedido de um deles para regressar sozinho de Londres.

"Perguntaram-me se um jogador podia conduzir sozinho até casa. Eu disse que não", afirmou Glasner. "Não compreendo por que razão alguém quer ir hoje sozinho de Londres para Nottingham. Não, vai de autocarro como todos os outros. Sem regalias", concluiu.

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