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As duas equipas disputaram um empate emocionante, com golos de Neco Williams e, depois, Julio Enciso na primeira parte.
O principal motivo de conversa não foram os golos nem o resultado. Foi o lance em que Issa Diop derrubou James McAtee quando o jogador do Forest parecia ficar isolado perante o golo.
Inicialmente, o árbitro Thomas Bramall mandou seguir, sem sequer assinalar falta, mas o VAR analisou o lance para perceber se Diop tinha, de facto, impedido uma oportunidade flagrante de golo.
Bramall foi chamado ao ecrã para rever o lance, mas, em vez de exibir o cartão vermelho que muitos esperavam, mostrou o amarelo.
Em declarações à Sky Sports depois do jogo, Glasner mostrou-se claramente insatisfeito com a decisão.
"Sentimentos mistos. Há mais aspetos positivos, jogámos muito bem, tivemos um excelente início e, ao fim de 15-20 minutos, éramos a melhor equipa e começámos a controlar o jogo", afirmou.
“Depois cometemos um erro e ficou 1-1. O ímpeto pode mudar, mas a reação na segunda parte foi fantástica. Tivemos muitas situações em que podíamos marcar", acrescentou.
“Adorei a reação, a forma como jogámos e o espírito. Estamos a subir de nível nas exibições e a manter a paciência. Sobre não concretizarmos as oportunidades? Não precisamos de abordar o assunto. Por vezes fazemos um esforço enorme e as coisas não resultam. Temos de incentivá-los a continuar, porque há períodos assim no desporto e na vida", afirmou Oliver Glasner.
“Quando vejo a forma como jogamos, o espírito e as oportunidades, o único caminho agora é manter a paciência e não tornar o problema maior. É uma questão de tempo e, talvez dentro de algumas semanas, estarão a perguntar-nos por que razão estamos a marcar tantos golos", acrescentou o treinador do Nottingham Forest, antes de falar do lance polémico.
"Sim, durante o jogo senti que era claramente cartão vermelho. Penso que ele (McAtee) estava a preparar o remate, deslocando-se ligeiramente para a direita. Acho que foi uma decisão errada, mas não poderíamos ter feito uma segunda parte mais dominante. Criámos oportunidades suficientes para decidir o jogo e é por isso que nunca vou culpar o árbitro. Muitas decisões não nos favoreceram esta época, mas, mais uma vez, mantemos a paciência e continuamos a lutar. A decisão do árbitro é sempre subjetiva. Gostei que ele tivesse ido ao ecrã; esse é o procedimento correto", defendeu.
“Foi uma decisão errada, mas ele não o fez de propósito e tenho de ser honesto: lembro-me da situação no Palace, na final da Taça de Inglaterra, quando Dean Henderson tocou na bola fora da área e a explicação foi a mesma, sem que ele recebesse um cartão vermelho. Mas hoje sinto que foi errado", concluiu Oliver Glasner.
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