Recorde aqui as incidências do encontro
Num jogo que testou a resiliência do atual campeão brasileiro, o Palmeiras voltou a demonstrar por que razão é uma das equipa mais competitivas da América do Sul. A primeira parte foi de domínio territorial alviverde, com a equipa a pressionar alto e a condicionar a saída de bola do Furacão.

O golo solitário surgiu aos 15 minutos, através da especialidade da casa: uma bola parada eximiamente batida que encontrou a cabeça de Gustavo Gómez. O capitão paraguaio, cada vez mais histórico no clube, não perdoou e assinou o tento que acabaria por decidir o encontro.
A estratégia parecia controlada até à segunda parte, altura em que o central Murilo viu o cartão vermelho direto após uma entrada imprudente. Com quase 40 minutos pela frente em inferioridade numérica, o Allianz Parque preparou-se para o sofrimento, mas foi aí que a mão de Abel Ferreira mais se fez sentir. O técnico português recuou linhas e compactou o bloco, transformando a área do Palmeiras num autêntico muro intransponível.
Resistência e maturidade de campeão
Mesmo com menos uma unidade, o Palmeiras soube sofrer e ler os momentos do jogo. O Athletico, apesar de ter mais posse de bola, raramente conseguiu criar perigo real junto da baliza de Weverton, esbarrando sempre na excelente organização defensiva montada pelo treinador luso.
Com este resultado, o Palmeiras aproveita os deslizes dos perseguidores diretos para cavar uma distância confortável no topo da tabela, com 29 pontos, mais seis que o segundo classificado Fluminense
Próximos compromissos
O Palmeiras vira agora agulhas para a Taça do Brasil. O emblema de São Paulo entra em campo a meio da semana para a 1.ª mão da 5.ª eliminatória, procurando manter o excelente momento de forma antes de regressar às contas do campeonato no próximo fim de semana
